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Silêncio no Salão

Zudizilla


Surgem boatos, papos, fatos que eu pararia,
Só por isso resolvi esclarecer em entrevista coletiva,
Nativa na mira, de quem conspira, se irrita sem ver saída,
Se rende na rede, se prende traíra.
Morre pela boca, a minha isca é minha rima,
Se arrisca palpita, quando é que termina,
Crescido na esquina, sem linha de conduta pra me controlar,
Cego na disputa, eu sei que um dia ainda vou chegar.
Lá vai dá pra ver quem não se entregar, não se render,
Nunca dar pra trás, jamais se vender e pensar em crescer,
Pra mostrar a quem duvida, a rua é minha única saída,
Cnr é minha família forte.
Repórter anote o que eu digo, eu não repito,
Eu não duplico, eu não copio, eu não imito, mas explico.
Meu estéreo é o tipo fruto do underground man,
Te deixa aflito com o estilo que ninguém mais tem,
É pouco tempo eu sei pra tanta convicção,
Mas quando é de coração não tem como recuar.
Senti na minha mão o peso da improvisação,
Por favor levante a mão, se tem algo pra falar, fala,
Ou então cale-se pra sempre, deixa eu seguir em frente,
Naturalmente. click, pode tirar foto e põe na capa do jornal,
Zulu cnr esclarece todo o mal entendido, tímido,
Mas perfeccionista, pra tá no meio dos cara foda,
Eu dou meu sangue, na partida, na batida, na rima, no flow,
Inconstante estoura no autofalante.
É suavidade do elefante.

(refrão - 2x) -
Silêncio no salão, atenção pra poder me ouvir
Levanta a mão se tem algo pra dizer pra mim.
O meu discurso é claro, não preciso repetir.
Eu tô no jogo e vai ser bem difícil de eu sair.

Respondo perguntas tolas e falsas sobre mim,
Quem jogar farpas em mim vai sentir quando ouvir meu som.
Vários de vocês desejaram mal a minha pessoa,
Mas eu tô de boa, enquanto o tempo voa e a base flui.
Me dá saída pra uma dimensão que eu criei onde eu sou o rei,
Microfone espada excalibur.
Nada me atinge, nem sua fofoca tola,
Eu corto a onda de quem pensa em caminhar
Sob a minha sombra. tá enganado, eu apago a constelação
De antares, a concentração de otários como um jogo de atari.
Vários vão cair, são poucos que vão ficar,
Quando tudo chegar ao fim outra entrevista eu quero dar.
Pra mostrar que não é caô de pop, que eu não somo por ibope,
Que eu não corro se tu corre, que eu não morro se tu morre.
O hardcore trouxe a minha personalidade,
Pra cidade que não age, bate palma pra quem erra.
Se é pra falar então fica quieto, deixa o microfone aberto
E chama o jholk controverso pra rimar.
Diário da favela a gente escreve em casa,
A geração sofrida que se passa, se relata,
Resgata no fundo da alma. calma pra seguir em frente,
Nosso brilho é diferente, holofote não ofusca,
A gente que desmente seu boato e estatística
Que só deixa pista pra pericia de balística.
Terrorista, adf, sweet home o clã, sobrevivi ao vietnã,
Faz até o talibã sentir medo.
Procura meu depoimento no jornal,
Na parte de entretenimento e não na na policia.

(refrão - 2x)
Silêncio no salão, atenção pra poder me ouvir
Levanta a mão se tem algo pra dizer pra mim.
O meu discurso é claro, não preciso repetir.
Eu tô no jogo e vai ser bem difícil de eu sair.

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