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Zé Ricardo começou a chamar atenção no final dos anos 90 pela singularidade com que se
expressa através das suas canções. Artista em constante ebulição, sua busca é por uma
música fluente, intuitiva e sem rodeios. Zé Ricardo, seu CD de estréia, lançado em 1998,
já apresentava melodias sofisticadas e um violão rítmico com influências do jazz, groove e
samba, além de uma voz poderosa. Essa primeira aparição recebeu aplausos da crítica, que
se encantou com a homogeneidade entre as harmonias complexas e a poesia simples e direta
das sua canções.

Tempero, seu segundo álbum, foi lançado em 2002 e também muito elogiado. Ao contrário
do anterior, que trazia grandiosos arranjos de metais e cordas, Zé optou por um caminho
minimalista, com a base estrutural calcada em seu violão. Ricas harmonias, levadas de soul e
funk misturadas a ritmos brasileiros deram a tônica do trabalho, em que ele assinou arranjos,
produção musical e já mostrava o seu primeiro flerte com a música eletrônica. No terceiro
CD e DVD de estréia, Zé Ricardo e convidados ao vivo (2005), fez um belo apanhado de
sua trajetória até então, acompanhado de amigos como Djavan, Ed Motta e Sandra de Sá no
palco.

A cada disco que lança, composição ou projeto em que se envolve, Zé se mostra um
artista genuíno, com um olhar no futuro e sempre à busca de uma nova atmosfera para
envolver e renovar a música que faz. Sua incessante evolução é irrigada pelo talento como
instrumentista e pela capacidade de expandir seu universo criativo em diferentes vertentes
que a música oferece, expandindo as habilidades como compositor, cantor, violonista e
produtor musical muito além de seu trabalho autoral.

Com Toni Garrido e Sandra de Sá criou o projeto Música Preta Brasileira, que teve grande
destaque em shows por todo o Brasil. Para cinema compôs as trilhas sonoras dos filmes
Garotas do ABC, do premiado diretor Carlos Reichenbach e Rosas, de Flávio Mendes.
Assina ainda as músicas tema das peças Cócegas e Minha mãe é uma peça, dois grandes
sucessos de bilheteria do teatro brasileiro, entre outros trabalhos. Nos últimos anos, vem
sendo convidado também ao posto de diretor artístico de grandes eventos musicais, como o
festival de música e cinema ao ar livre Open Air 2003 e 2004 no Rio de Janeiro e São Paulo,
em que recebeu grandes nomes da MPB em jams sessions com sua banda. Em 2005, assina
também Open Air Lisboa. A partir daí, tornou-se diretor artístico do Rock in Rio, assinando a
programação do Palco Sunset em duas edições do festival em Lisboa, 2008 e 2010 e uma em
Madri também em 2010. Concentra-se agora na curadoria do Rock in Rio Brasil 2011 e no
lançamento de seu próximo álbum, que chega às lojas também no ano que vem.

Com produção de Plinio Profeta, o álbum, em fase de finalização, sintetiza a maturidade que
sua obra atingiu: belas canções são enlaçadas em arranjos que valorizam cada nuance das
melodias e experiências sonoras com elementos eletrônicos, instrumentos rústicos e até uma
levada de samba construída com o digitar de uma antiga máquina de escrever Olivetti.

Uma prévia do que vem por aí pode ser conferida em seus shows, irresistivelmente
dançantes, em que o repertório autoral é alinhavado com clássicos da música brasileira.
Alem de suas canções, algumas em parceria com Sandra de Sá e outras com o poeta Jorge
Salomão, a canção "Samurai" de Djavan assim como "Jorge da Capadócia" de Jorge Ben
Jor ganham uma roupagem nova, moderna e contagiante. Seu arranjo para "Você" sucesso
de Tim Maia mergulha no deep ? soul e nos faz lembrar Marvin Gaye. Sua releitura de "I got
a woman", sucesso na voz de Ray Charles, faz o show explodir provocando uma enorme
interação com o público.


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