Victor e Leo
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Vide, Vida Marvada

Victor e Leo

O Cantor do Sertão


Corre um boato aqui donde eu moro
Que as mágoas que eu choro são mal ponteadas
Que no capim mascado do meu boi
A baba sempre foi santa e purificada

Diz que eu rumino desde menininho
Fraco e mirradinho a ração da estrada
Vou mastigando o mundo e ruminando
E assim vou tocando essa vida "marvada"

É que a viola fala alto no meu peito humano
E toda moda é um remédio pros meus desenganos
É que a viola fala alto no meu peito humano
E toda a mágoa é um mistério fora desse plano

Pra todo aquele que só fala que eu não sei viver
Chega lá em casa pruma visitinha
Que no verso e no reverso da vida inteirinha
Há de encontrar-me num cateretê
Há de encontrar-me num cateretê

Tem um ditado tido como certo
Que o cavalo esperto não espanta a boiada
E quem refuga o mundo resmungando
Passará berrando essa vida "marvada"

"Cumpadi" meu que envelheceu cantando
Diz que ruminando dá pra ser feliz
Por isso é que eu vagueio ponteando
E assim procurando minha flor-de-lis

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