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    Tu disseste em juramento
    entre o véu do esquecimento,
    que o meu nome é uma visão...
    Tu tiveste a impiedade
    de sorrir desta saudade
    que me mata o coração!
    Se o retrato tu me deste,
    foi zombando, tu disseste
    do amor que te ofertei...
    E eu, em lágrimas desfeito,
    quantas vezes, junto ao peito,
    teu retrato conservei!

    Eu sei também ser ingrato;
    meu coração, bem vês, já não te quer.
    Eu, ontem rasguei o teu retrato,
    ajoelhado aos pés de outra mulher!

    Eu que tanto te queria,
    eu que tive a covardia
    de chorar este amargor,
    trago aqui, despedaçado,
    o teu retrato, pois, vingado,
    hoje está o meu amor...
    As sentenças são extremas,
    faça o mesmo aos meus poemas
    rasgue os versos que te fiz...
    Não te comova o meu pranto,
    pois quem te amou tanto, tanto,
    foi um doido, um infeliz!

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