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    Que mundo louco em que vivemos,
    Vive mais quem sabe menos, daquele jeito,
    Cada um com seu corre, eu só respeito...
    Perfeito

    Não engulo sapo de terno e sapato
    Não tenho instrução, graças a deus jão
    Maluf, bush, putz,
    To suavão

    Incrível é o poder de manipulação
    Dominação do sistema de informação
    Mídia em contradição, sistema circo e pão, povão

    Por baixo dos ternos o mais chavão, na moral, me deixa puto
    Não levo pra casa insulto,
    Teu falso púpito vai ser quebrado em murro, eu juro

    Encomenda bonita, cheia de enfeite e fita linda
    Tu abre e tá cheia de anthrax, é o clímax
    Agradece, passa um fax

    A felicidade no max, parça
    Dele e dos comparsa, claro
    Din desviado, farsa, desfarça
    Inaugura uma praça, fato

    Mas nem da nada rapaziada
    O que é importante é ostentação a todo instante
    Que povo frustrante, que idéia errada

    Ganham dinheiro abusando dos outros
    Negam o arroz feijão pra comerem risoto
    Isso o povo não vê, pois tão na tv
    Ou ocupados com o tchetchererê, putz...

    Tente abrir a sua mente
    Só pra ver se tu me entende
    Ou se teu pensamento ausente
    Vive em ti, e impera

    Tu faz parte dessa gente
    Que só pensa no que rende
    Sendo assim não compreende
    Que tua verdade é cega

    Essas fitas me tiram do sério, porra,
    Desejo que essa raça morra
    Levando os malote sujo, e o dito cujo,
    Presos dentro de sua própria masmorra

    Mas... isso domina tua mente
    Te revolta de repente
    Te torna cada vez mais descrente
    Rapaz vai em paz...
    Tem coisa que inexplicavelmente
    Dão um bak assustadoramente
    Usando todo o ódio remanescente
    Do corpo...
    Pra mais...

    Revolta e ódio, a volta ao pódio
    Recolta e bródio, não tem
    Milagre ó, tio, vinagre e sódio,
    Consagre o episódio, (amém)

    Destruição dos inferiores,
    Massacre em massa, matadouro
    Pacificação ás vezes sem cores,
    Branco e preto, um soneto em couro

    Buscam domar o indomável, abalar o inabalavel
    Provar o improvavel, alcançar o inalcançavel
    Até esgotar o que sempre pensaram inesgotável, (tó!)

    Mente suja, mente burra,
    Gente mula toma surra
    Sente a fúria e gesticula
    Sofrem..

    Vagando à escura rua que sussurra
    Em seu ouvido, bufa o hino
    E o menino despercebido
    Junta-se ao bando e todos correm

    Se o jogo fica sério demais
    Todos querem parar de jogar
    Se um tolo mostra o que faz
    Um povo todo não vai se arriscar

    O mundo lá fora é triste
    Mas infelizmente ele existe
    Pra que tu veja, então se proteja
    A vida é peleja, não só festeja
    Orei pra deus na igreja

    E tu fingiste que não ouviste, comedor de alpiste
    Sei que voce nao resiste, me assiste,
    Teu argumento não consiste, desiste
    Encerra, tu persiste, faz favor me erra
    Primeiro conquiste, pelamor,
    Juro que minha alma não aguenta mais guerra.

    Letra enviada por Rafael Valente
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