Laço de Couro

Sulino e Marrueiro

Belezas Do Sertão


Laço de couro
Trança fina e caprichada
Pra pegar boi na invernada
Sempre foste absoluto

Pois o progresso
Em sua marcha eminente
Não criou um concorrente
Para seu substituto

Laço de couro
Ao te ver enrodilhado
Na parede pendurado
Me invade a tristeza

Porque me lembro
Que em tempos bem distantes
Nos transportes dos marchantes
Te manejei com destreza

Laço de couro
Não que eu era convencido
Mas fica envaidecido
Vendo seu rodopiar

Caindo certo
Na cabeça dum garrote
Fazendo virar cambote
Para o povo admirar

Laço de couro
Quantas vezes na quebrada
Qual serpente envenenada
Segurando um pantaneiro

Laço de couro
O ringido dos seus tentos
Era um divertimento
Pra este velho boiadeiro

Laço de couro
Já venci o meu fadário
Mas guardei no relicário
Da minha imaginação

Todas as glórias
E os prazeres que me destes
As jornadas mais agrestes
Do meu tempo de peão

Laço de couro
Que nunca teve embaraço
Manejado pelo braço
De um peão forte e ligeiro

Laço de couro
Até hoje é aplaudido
Pelos peões destemidos
Nos rincões do mundo inteiro

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