Estranho Retrato

Sulino e Marrueiro


Lá pras bandas do ipanema
Vou contar o que se passou
Com o jovem dorvalino
Que ali é morador
Um dia foi na cidade
Na hora que ele voltou
Numa altura do caminho
Uma moça ele encontrou
De uma beleza tão rara
Que ele se admirou

Ao ver aquela formosura
Seu coração balançou
Por capricho do destino
Da tal moça ele gostou
E chegando perto dela
Com agrado ele falou
Se você não levar a mal
Pare um pouco por favor
Que eu quero lhe conhecer
Pra lhe contar quem eu sou

Na ponte do rio ipanema
Pararam pra conversar
A moça virou e disse
Preciso me retirar
Mas deixo o meu retrato
Pra de mim você lembrar
Também deixo o endereço
Se quiser me namorar
Sou filha do zé inácio
Que pode te autorizar

O rapaz naquela noite
Não dormiu de alegria
Aquela feição tão linda
Da ideia não saia
Pra falar com o pai da moça
Ele foi no outro dia
Chegando na casa dela
Mostrou a fotografia
Seu inácio eu vim aqui
Pedir a mão da vossa filha

Ao saber dessa noticia
O velho estremeceu
Naquela face enrugada
Duas lágrimas correu
Pegando aquele retrato
Pro rapaz respondeu
Essa é a minha filha
Que foi morar lá com Deus
Nas águas do rio ipanema
Faz um ano que morreu

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