El Sol no da de Beber (tradução)

Silvio Rodriguez


O Sol dá de beber


Quando quente sob os dois quatorze anos

despir a minha canção de amor

chegou o dia indiscreta e desajeitada

e beleza fez-nos mais pobres

mais escravos o tempo todo


Eles passaram alguns momentos

e felicidade passou

olha sempre fugindo dos outros

tecelagem universo louco

carícias, dúvidas e cumplicidade


Vai por mim tudo e ainda mais

não é rápido no curso da madrugada

e me tornando cada vez mais

a longa espera há clareza

me a fazer tudo o que pode ser

o sol dá bebida


A ama os bastardos tristes

e condenado por sua rebelião

um dia dar a minha canção amigo

e aperfeiçoar o meu vinho com o seu vinho

não perder o sono com a excomunhão


E quem eu quero incinerar os versos

discutindo um imemoriais folha

vou fazer a história deste dom adverso

que está chorando para o universo

esperando o dia em que você pode brilhar


Leve-me de tudo, beber bem

El Sol No da de Beber


Al tibio amparo de la dos catorce

se desnudaba mi canción de amor

llegaba el día indiscreto y torpe

y la belleza nos hacia más pobres

más esclavos de la ronda del reloj.


Así pasaron los momentos pocos

así pasaba la felicidad

huyendo siempre de miradas de otros

entretejiendo un universo loco

de caricias, dudas y complicidad.


Toma de mí todo y todavía más

hay que ayunar al filo del amanecer

toma de mí todo y todavía más

hay que esperar un largo no de claridad

toma de mi todo cuanto pueda ser

el sol no da de beber.


A los tristes amores mal nacidos

y condenados por su rebelión

daré algún día mi canción de amigo

y fundiré mi vino con su vino

sin perder el sueño por la excomunión.


Y a quien me quiera incinerar los versos

argumentando un folio inmemorial

le haré la historia de este sol adverso

que va llorando por el universo

esperando el día en que podrá alumbrar.


Toma de mí todo, bébetelo bien...

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