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Navalha

Sandrera


Tô chegando e vim de longe, trago o som da minha aldeia
Seus lamentos trago nos olhos, seus rios nas minhas veias

No meu peito um tambor daquela gente sofrida e forte
Que mesmo com o descaso
Enfrenta a vida e não espera a sorte

Meu canto é navalha, navalha de corte
Sou feito a cigarra, canto até a morte

Um mais um vai ser, sempre mais que dois
Um mais um vai ser, sempre mais que dois
Um mais um vai ser, somos mais se somos nós

Os meus sapatos velhos quase meio mundo me levaram
E numa dessas andanças, um par de olhos me mostraram

Pois minha vida é pó, poeira, é o barro da estrada
A cantoria mundo afora, mas também o voltar para casa

É que tesouro é família, e família faz bem
Se de noite uma bença, de manhã um amém

Um mais um vai ser, sempre mais que dois
Um mais um vai ser, sempre mais que dois
Um mais um vai ser, somos mais se somos nós

Mas os meus sapatos velhos quase meio mundo me levaram
E numa dessas andanças, um par de olhos me mostraram

Da minha pequena minha flor de jardim
Que se banha ao sereno e se abre para mim

Letra enviada por Vagna Ganen

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