Meu Bloco

Rincon Sapiência

Galanga Livre


Nóis vem pesado como rei momo, rei momo
Os pé-de-breque vive dando pala, dando pala
Na comissão de frente, fico como? fico como?
Sambo na cara tipo mestre-sala, mestre-sala
Ponta de lança é meu bloco
Só entra nele quem tem aval
Não devo nada, dá meu copo
Pra nós o ano todo tem carnaval

Não quero buchicho, não quero cochichar
Se tem fumaça nessa xícara, puxe o chá
Se eu tiver com grana
No brechó eu vou querer roupa
Dizem que a música é um remédio
Eu vou querer dopar
Tá tudo no controle, pra ninguém me controlar
Original e marginal, então nem vem trollar
A pampa nessa rampa, guardei, fechei na tampa
O trap, o rap, o samba, deu isso aqui, olá!

Os kit louco no corpo, a lupa louca na cara
Loucura tipo um hospício
O meu ofício não para
No estúdio fico mais alto
Me sinto em guadalajara
A coisa fica mais preta
Eu sei que a regra é clara
Nossa palavra é munição, nossa voz fuzis
Sem moderação, jão, informação use
Sirenes e giroflex, na cara preta luzes
Sugiro, cuidado com os vampiros, cruzes!

Não vamos se acuar, avoar que nem passarin
Tô na rua com os camaradas
Não é só pelos camarim
Assim que a vida ensina
No ritmo de um tamborim
Neguin com os zóio de china
Só faltou falar mandarim
Vem ni mim, vem ni mim
A dama diz que eu sou chique
Quando menor era curumim
Hoje eu sou um cacique
Afro rap trafique, conteúdo explícito
Se a liberdade é contra a lei
Meu conteúdo é ilícito

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