Quarteto Coração de Potro

Tormenta

Quarteto Coração de Potro


Tormenta braba já não me assusta
Nem faço caso, olho a janela

Mas a tormenta dos olhos dela
Me leva o sono... que vai e custa

O que me assusta é a tarde mansa
Quando o sorriso ilumina a vida

Tormenta é a hora de minha partida
Chovendo os risos de tua lembrança

"Espero o tempo de céu aberto
Meu poncho seco nos tentos ato"

Frescor de brisa que cruza o mato
Me imita o jeito se a tenho por perto

Tormenta braba varre meu peito
E um sol sem jeito depois aponta

Tem nos teus olhos sem te dar conta
Lume de lua copiado ao leito

Igual tropa que marcha lenta
Com céu bem lindo poncho nos tentos

Meu canto triste se vai com os ventos
Junto a saudade que me atormenta!

Compositor: Letra: Viitor Amorim Música: Vitor Amorim Intérprete: Ricardo Bergha

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