Prelúdio Falado

Padre Zezinho

O Filho do Carpinteiro


Afinal de contas, quem somos nós? Homens de um pequeno,
obscuro e insignificante planeta chamado TERRA, que na
ciclópica e infinita dimensão do universo, não passa
de um exaltado grão de poeira cósmica.

Nascidos não sabemos bem onde, espirrados não sabemos
bem de que ponto da nebulosa e amarrado pela
gravidade, a um sistema solar que se dirige, em
velocidade inconcebível em direção não se sabe de que,
num Universo que não se sabe onde começa nem onde
termina e que movimentos realmente desenvolve...

Afinal de contas... Quem somos nós?
Homens civilizados que nem sequer sabemos o que
realmente houve com as milhares de gerações que nos
precederam, nem quando tudo começou, nem temos certeza
de onde, como e porque...

Quem somos nós que ainda perguntamos sobre nossa
origem, que ainda discutimos sobre a possibilidade ou
não de haver outros seres inteligentes em outros
planetas, que engolimos teorias sobre o depois, o
antes e o agora...

Que temos medo de crianças e até permitimos leis que
as arranquem do ventre materno, que deixamos milhares
de irmãos morrer de fome, enquanto armazenamos
sextilhões de dólares e rublos em armamentos para
preservar a paz que, afinal de contas ninguém
respeita...

Que matamos os que poderiam viver, que achamos normal
e justo desperdiçarem lentejoulas, paetês, brilhantes,
pedrarias, festas e construções megalomaníacas,
enquanto nas ruas do mundo passeiam milhões de
crianças abandonadas e de homens fétidos, esquálidos e
pútridos...

Que discutimos sobre a existência ou não da alma e de
outra forma de vida depois dessa...
Que mal sabemos um milionésimo do segredo do infinito
da vida, que não sabemos o que se passa depois da
morte, que vivemos com medo de morrer, que comerciamos
e promovemos como arte o crime e a morte, o ódio, a
violência e os instintos e a degradação, que temos
vergonha de dizer que somos bons, e que queremos ser
bons e que temos fome de felicidade e de PAZ ETERNA.

Quem somos nós? Terra, PLANETA TERRA que tens medo de
Deus. Que corres atrás de milagres fáceis, magias,
bruxas, adivinhos, horóscopos, dinheiro, conforto,
luxo, sucesso, fama... e homens que te conservem
iludida, prometendo o que não podem prometer,
garantindo o que não podem garantir e alienando teus
filhos de sua verdadeira identidade.

No infinito macrocosmo, cujas dimensões não podem ser
registradas em papel, tal a sua extensão e o tamanho
das nebulosas e galáxias que contém, na ciclópica e
indevassável extensão de Universo que aparentemente se
expande em ordem incrivelmente precisa, nessas milhões,
bilhões, trilhões ou quadrilhões de anos luz... alguns
sujeitos que vivem trinta, quarenta ou sessenta anos e
ainda não sabem nem de onde vieram, dizem que Deus não
existe, porque não cabe na sua lógica...

Compositor: Pe. Zezinho, Scj

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