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    Velha gaita de oito baixos duas fieiras de botão
    Minha teta de índio guacho apojo da solidão
    Num canto em que me remacho no mundo que é meu galpão
    Contigo converso baixo segredos do coração

    Minha alma cresce e destapa tudo que herdei dos meus pais
    Raiz da cepa farrapa em voz dos meus ancestrais
    O pampa bruto carrega no bojo das ressonâncias
    Vendo assoprar nas macegas e arvoredo das estâncias

    Resmungos de algum bochincho rangir de couros e bastos
    Saudade até de um relicho rumor de chuva nos pastos
    Cochichas que sou o taita que entendes dos teus segredos
    Pois minha alma é uma gaita que está na ponta dos dedos

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    Todas as letras de Oswaldir e Carlos Magrão

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