Minha Querência

Oswaldir e Carlos Magrão


De manhã muito cedinho, quando o sol devagarinho
Vem rasgando a eescuridão
Ouço a voz da peonada, no galpão arrinconada
Em roda de chimarrão
De cacimba vem chegando, a velha pipa derramando
Gotas d’água pelo chão
Vacas mansas na mangueira e ciscando, muy faceira
No terreiro a criação

Meu Rio Grande Do Sul, meu lindo pago, meu chão
Minha querência eu te trago, na forma do coração

Gineteando a cavalhada, cruza o campo a gauchada
Pra o rodeio e a marcação
E o quero-quero alvissareiro, que lhes avista primeiro
Grita a sua saudação
Quando eu vejo a minha serra e a beleza desta terra
Nos meus olhos o debucho
Prezo a Deus em minha crença
por esta ventura imensa de ter nascido gaúcho.

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