Payando

Noel Guarany


[ah, payador indomado
Sempre a cantar contra o vento
A pĂĄtria Ă© um fundamento,
Um grito no descampado
É um eco renovado
Na garganta da querĂȘncia
Desafiando a prepotĂȘncia
Que quer ditar os valores
Mas a esses ditadores
NĂŁo chamamos de excelĂȘncia]

Nasci no centro dos ventos
No barro das oraçÔes
Meu destino sĂŁo raĂ­zes
Que brotam nas reduçÔes
Onde o canto Ă© a voz da pĂĄtria
Misteriosa das missÔes

Por isso, a bem da histĂłria
Hei de cantar altaneiro
Dizendo verdades cruas
No meu estilo campeiro
Quando o rio grande nasceu
JĂĄ existia o missioneiro

Assim erguemos a pĂĄtria
Como quem ergue um altar
E a guardamos sagrada
No viver e no cantar
As legendas missioneiras
Que jamais hĂŁo de manchar

É um dever dos payadores
Zelar o bem na verdade
Com a guitarra nos tentos
Num rasgo de eternidade
E seguir cruzando o mundo
Escravos da liberdade

Como disse martĂ­n fierro
O cantor legenda e glĂłria
Que deixou para o porvir
Salmos da crioula histĂłria
Saibam que esquecer o ruim
Também é se ter memória

E vou calando a guitarra
A deusa da pulperia
Que me acompanha gaudéria
Nas minhas andanças bravia
Fecundando a pampa grande
Alma, garra e melodia

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