Em um ano com muitos discos dignos de nota, e nos mais diversos gêneros, selecionamos esses como alguns dos mais representativos de 2018:

"Sweetener" - Ariana Grande

A vida de Ariana se tornou uma verdadeira montanha-russa de emoções, com os picos de sucesso se alternando com momentos de puro horror - o ataque terrorista que matou e/ou feriu vários de seus fãs em Manchester em 2017, a morte de seu ex-namorado Mac Miller em setembro passado - com outros de grande sucesso e alegria.

"Sweetener", lançado em agosto, se mostrou o disco pelo qual certamente todos os trabalhos de Grande serão comparados daqui para frente. Um álbum com raízes fincadas no pop e no R&B, mas que não abre mão de momentos de maior intensidade emocional e que a colocam definitivamente no primeiro escalão do pop desta década.

Ouça "No Tears Left to Cry"



"Golden Hour" - Kacey Musgraves

Esse é um daqueles discos que surgiu sem muito barulho e foi, pouco a pouco, conquistando os ouvintes. Musgraves é mais identificada com a música country de raiz, mas também abre espaço para mostrar influências mais diversas - o soft rock dos anos 70 se mostra bastante presente aqui.

Foi assim, que ele terminou como uma das grandes unanimidades de 2018 - ele apareceu em todas as principais listas de melhores do ano e irá concorrer também ao Grammy de álbum do ano.

Ouça "High Horse"



"Dirty Computer" - Janelle Monáe

Monáe estava há cinco anos sem lançar um novo álbum. Nesse tempo, ela também aproveitou para se tornar uma atriz de talento comprovado que ajuda a abrilhantar filmes que concorrem ao Oscar. Assim, a expectativa por sua volta ao mundo da música estava alta e a artista soube corresponder.

Em "Dirty Computer", Monáe, para usar um chavão, revisita o passado mirando o futuro ao unir o melhor da música negra, mas não só, das últimas décadas com uma produção que é totalmente do século 21.

Ouça "Make Me Feel"




"Ok Ok Ok" - Gilberto Gil

Ainda que muita gente teime em achar que a música brasileira esteja totalmente entregue às fórmulas do mercado, muita coisa boa foi feita, no país ainda que geralmente elas tenham ficado mais à margem.

Esse ano, por exemplo, quem mostrou serviço foram os veteranos da música brasileira. Gal Costa, Elza Soares, Djavan, Erasmo Carlos e Caetano Veloso (esse com um trabalho ao vivo gravado com os filhos) lançaram discos que, no mínimo, merecem ser ouvidos com atenção.

Dentre esses, quem mais se destacou foi Gilberto Gil que em "Ok Ok Ok" entregou um trabalho tido como um de seus melhores em décadas. O cantor chega aos 76 anos sem conseguir esconder a melancolia de quem visitou muito o hospital nos últimos anos, mas também deixando claro que o bom humor e o lirismo ainda são a sua grande arma contra esses momentos de tristeza.

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