• Vagalume
  • A-Z
  • Estilos
  • Top 100
  • Playlists
  • Rádio
  • Hot Spots
  • Notícias
  • Mais sobre
    Siga o Vagalume
    Twitter Google+ YouTube Tumblr
    Publicidade

    Entrevista: Banda TOYSHOP

    Um dos grandes nomes do cenário independente do rock, banda de São Paulo lançou novo CD

    Há 1 ano da Redação

    DivulgaçãoToyshop letras

    No início dos anos 90, o TOYSHOP era mais uma de muitas bandas tentando se destacar no cenário independente. Porém, não demorou muito para o grupo de rock mostrar seu talento.

    O TOYSHOP começou em 1993. Em 1996, a banda já havia ido aos Estados Unidos, para gravar seu primeiro trabalho de estúdio.

    Com muitos shows e um grupo de fãs sólido, o quarteto resolveu dar uma pausa em suas atividades, em 2001. Depois de se dedicarem a projetos pessoais, os integrantes do TOYSHOP voltaram a se reunir para lançar um novo disco.

    Natacha Cersosimo (vocal), Guilherme Martin (bateria), Val Santos (guitarra), Gabriel Weinberg (guitarra) e Nando Machado (baixo) lançaram, este ano, "Candy". O novo trabalho traz dez músicas com muito rock para os fãs.

    Conversamos com o baterista sobre Guilherme Martin sobre o novo disco e muito mais. Veja abaixo:

    Qual a sensação de lançar um novo disco depois de um período de hiato e com uma ansiedade tão grande dos fãs?

    Guilherme Martin: Na verdade, o TOYSHOP nunca parou. Pelo menos para nós da banda, sempre continuamos tocando e o Val Santos (guitarrista), nunca deixou de compor músicas novas para o TOYSHOP.

    Houve sim este hiato, pois começamos todos a carreira muito cedo. Em 1993, quando a banda começou, a Natacha tinha apenas 15 anos e em 1996 já havíamos viajado para os Estados Unidos para gravar o primeiro trabalho. Ficamos em atividade constante até 2001, aqui no Brasil e no exterior, onde a banda teve as principais atividades. Após 2001, quando voltamos ao nosso país, precisávamos de um tempo para nós mesmos, após anos dedicados à banda.

    A Natacha pode concluir os estudos como veterinária e eu continuei como músico em outros projetos, como Viper, Luxúria, dentre outros. O Val Santos, além de meu parceiro em alguns destes projetos, se tornou produtor musical, o Gabriel tem um estúdio e o Nando Machado (que entrou na banda após o 1º álbum), já toca há muitos anos e não poderia ser melhor escolha como baixista e amigo de anos.

    Acredito que "Candy", mesmo tendo demorado para ficar pronto, conseguiu manter toda a expectativa e energia que o TOYSHOP sempre teve desde do início da banda.

    A produção ficou por conta de Maurício Cersosimo, que teve uma grande participação na direção musical do álbum. Queríamos atender à expectativa de nossos novos e antigos fãs e o retorno que temos tido com o trabalho tem sido incrível. Tocar essas músicas ao vivo, junto com as do 1º álbum, tem feito o TOYSHOP voltar a ter um espaço bem legal no cenário rock no Brasil e no mundo.



    Falando do novo disco, qual é a sua letra e música preferida?

    Guilherme Martin: O processo das letras de Candy foi divertido e trabalhoso também. Quando o Val Santos compõe uma música, cria a parte melódica toda, mas quando chega no refrão, basicamente, ele cria o nome da música, e batiza o tema. As letras são criadas, na maioria das vezes, em cima dos refrões. Por exemplo: " Saturday Night" fala o quanto os dias da semana são difíceis até chegar o sábado à noite, o dia mais descompromissado da semana, dia de festa e diversão. Um tema simples, mas criar uma letra onde as palavras caibam perfeitamente na melodia é mais complicado e, por cantarmos em inglês, temos sempre que pensar que estas músicas serão ouvidas no mundo inteiro e precisam estar corretas.

    Contei com dois revisores que estão creditados no álbum, Alex Morris, americano de Nova York , guitarrista e membro fundador da banda Murphy's Law, e Hector Samra, também americano, da Califórnia, mora no Brasil e tem uma banda chamada Apriori. Os dois deram o suporte que precisávamos para concluir as letras de "Candy".

    Gosto da letra de "Running Out", por ter sido o nosso primeiro single deste disco. Também gosto de " Take my Hand", acho que consegui fazer uma letra que coubesse bem na melodia .



    Gosto da música de " Candy", faixa título, como ficou em termos dos arranjos de metais e os backing vocals. Aliás a parte gráfica do disco, assinada por Ligia Morris (esposa do Alex), estilista que viveu em Nova Iorque, foi criada na temática sonora desta faixa.

    Vale falar que a mix dessa faixa foi feita por Sylvia Massi (Tool, Red Hot Chilli Peppers e Prince), produtora americana, que produziu e gravou o disco de estréia do TOYSHOP, que foi gravado no lendário estúdio Sound City, em Los Angeles, e que viria a ser tema do documentário de Dave Grohl (Foo Fighters).

    Se vocês fossem apresentar o TOYSHOP para uma pessoa que nunca ouviu a banda antes, qual música do novo disco iriam sugerir?

    Guilherme Martin: Pergunta difícil, pois estou totalmente envolvido com estas músicas. Talvez eu apresentasse de cara "Running Out", faixa que abre o disco e têm muita energia à lá Joan Jet. É uma faixa mais punk rock direto.

    Mostraria também o lado power pop de " Nothing I Can Do". Uma das músicas que mais gosto, pessoalmente, é " Candy", a faixa título, pois têm elementos que vão do New Wave e até flertam com alguns hits rock n' roll "oldies", dos anos 60. Também tem a balada extremamente pop vintage, " Take my Hand". Acho que estas 4 músicas dariam a real impressão do álbum "Candy" na íntegra.



    Qual é a opinião de vocês sobre o cenário do rock, tanto nacional quanto internacional, hoje em dia?

    Guilherme Martin: Os anos 70, 80 e 90 foram inigualáveis para o cenário e história do rock no mundo. O que veio nos anos seguintes não deixa de ser interessante, mas pensando na história de Beatles a Nirvana, o rock não se reinventou muito, mas continuou no lugar. Acho que é o estilo de música que os fãs são mais representativos e fanáticos, o Brasil após os anos 80 virou endereço obrigatório de todos os festivais e bandas do mundo inteiro.

    Acompanho meio distante o cenário atual, procuro escutar de tudo, sempre ponderando e principalmente respeitando e entendendo o recado que as bandas estão passando hoje em dia. Gosto muito de bandas do estilo punk rock com vocal feminino.

    Ultimamente, tocamos com a banda Far From Alaska, em um festival e gostei muito da pegada da banda ao vivo. Gosto também do eletro rock do CSS e gosto do lado mais indie do Mundo Alto.

    Muita coisa mudou na música desde que vocês começaram. Hoje temos menos lojas de discos e as pessoas escutam mais música pela internet. Qual é a opinião de vocês quanto a esse cenário?

    Guilherme Martin: Ainda estamos aprendendo com estas inovações, tendo em vista que, quando o TOYSHOP começou a carreira, em 1993, não existia a internet, nem telefone celular. Era desafiador e, hoje, pensar no quanto rodamos pelo mundo, nos divulgando por fanzines, cartas, demo tapes gravadas em K7. A mídia CD ainda era novidade.

    Nos anos 90 ainda era tudo feito desta forma, nem vou mencionar no início dos anos 80 época do vinil com o Viper, como era feita a divulgação das bandas.

    A internet derrubou tudo, muita coisa mudou e em um curto espaço de tempo muita coisa tornou-se obsoleta. As mídias sociais tornaram o acesso ao trabalho de uma banda muito mais acessível, é possível com estas mídias divulgar o seu trabalho para o grupo de interesse da sua banda. O streaming, por sua vez, derrubou o CD, e assim por diante. É muito fácil estar conversando com alguém e tentar lembrar da última vez que você foi a uma loja comprar um CD. Esta mídia acabou se tornando o cartão de visitas da própria banda até com pouco valor comercial.

    Mas ainda acredito que a boa música, bem gravada, bem produzida, apesar de todas as inovações que já surgiram e ainda estão para surgindo, ainda seja um grande diferencial que nunca será substituída.

    Qual dica vocês dariam para bandas que estão começando?

    Guilherme Martin: Pode até soar meio piegas, qualquer biografia de qualquer ídolo de rock fala a mesma coisa, mas acreditar no seu trabalho e nunca desistir ainda é a equação completa se você escolheu ser um músico de rock.

    Mande um recado para os fãs no Vagalume!

    Guilherme Martin: Agradeço ao site Vagalume pela entrevista e agradeço por divulgar o trabalho das bandas. É muito bom poder ter uma mídia especializada e interessada em música como vocês. Confesso que até me surpreendi por algumas letras do primeiro álbum do TOYSHOP estarem disponíveis no site.

    Agradeço muito pela oportunidade e o TOYSHOP ainda tem muito barulho para fazer. Valeu Vagalume!

    Veja letras, fotos e mais do TOYSHOP no Vagalume!
    Comente

    Notícias, curiosidades e conteúdos exclusivos
    do Vagalume para assistir e compartilhar