Faltam apenas sete dias para a noite mais importante do mundo da música - ocorre, na próxima segunda-feira (15), a 58ª edição do Grammy Awards. Na semana que antecede o evento, o Vagalume publicará, a cada dia, uma matéria sobre os cinco indicados à categoria mais prestigiada da premiação: o "Álbum do Ano".

Taylor Swift é o primeiro tema com o fenômeno "1989"; o único concorrente lançado em 2014. Saiba por que o quinto disco da cantora americana merece levar o gramofone a seguir:

Swift já podia ser considerada uma artista consagrada antes do lançamento de "1989"; seus quatro primeiros álbuns renderam dezenas de milhões de cópias vendidas, turnês mundiais esgotadas, singles de grande sucesso, Grammys e outros prêmios diversos, parcerias com nomes de peso e o respeito da crítica especializada.

No entanto, o clima de vendas de álbuns em 2014 era catastrófico, e Taylor corria o grande risco de não conseguir repetir o sucesso de seus lançamentos anteriores devido ao aumento estratosférico do uso de serviços de streaming gratuito e downloads ilegais. A cantora decidiu lutar contra isto: anunciou que seu novo álbum seria comercializado apenas em plataformas de venda oficiais, chamou alguns de seus artistas favoritos para sessões de composição, mudou o visual radicalmente e criou, em alguns meses, o maior disco de sua carreira.



O primeiro single, "Shake It Off", foi sucesso imediato e rendeu três indicações ao Grammy para a artista em 2015 - o primeiro indicador de que, completo, o quinto LP da loira daria muito trabalho à concorrência. A canção acabou não levando nenhum gramofone, mas abriu o caminho para o interesse aguçado do público por "1989".

Finalmente, o disco chegou às lojas de todo o mundo, e continuou a tradição vencedora de Swift: o LP vendeu 1.2 milhões de cópias em solo norte-americano em sua semana de lançamento, e tornou-se o álbum mais vendido do ano em 2014 (com apenas dois meses de vendas).

O trabalho foi aclamado pela crítica internacional, sendo eleito o melhor álbum pop do ano por várias publicações, e em sua tracklist, muitas canções agradaram o público a ponto de fazerem a cantora a lançá-las como singles oficiais. Este foi o caso de "Blank Space", a segunda música do disco a alcançar o topo da parada dos EUA.



Apenas outra faixa do material chegou à primeira posição da Billboard Hot 100: "Bad Blood", que ganhou um remix de Kendrick Lamar, mas as outras canções divulgadas chegaram, pelo menos, ao top 10 da lista (com exceção de "Out Of The Woods", que foi lançada recentemente).

Taylor enfrentou sua gravadora, se arriscou em um gênero totalmente novo, abusou de sua criatividade e realmente compôs um trabalho coeso e original, além de canções realmente boas (que ganharam até um relançamento por conta de Ryan Adams). Todo o sucesso, aclame e qualidade merecem ser honrados na próxima segunda-feira (15) com o prêmio mais importante da noite, e não há dúvidas disto.

Quem você acha que leva o gramofone de "Álbum do Ano"? Fique ligado no Vagalume para saber mais sobre os outros discos concorrentes!