Besta Dourada

Nenete & Dorinho


Quando eu quero ir passear
Levanto de madrugada
Eu encilho a minha besta
Das orelhas ressabiadas

Levo o laço e trĂȘs rodia
Na garupa da Dourada
Entre o pelego e a baldrana
Minha faca respeitada

Pra afirmĂĄ o porta-lapela
Duas barrigueiras trançadas
Com peitoral de mateiro
E um par de rédea bordada

Um mango de quatro quina
Com argola enviesada
Um cabo de couro fino
Encharruando a cabeçada

Pego o meu lenço xadrez
Meu chapéu de aba vorteada
Na guaiaca trinta trinta bala
E a carteira recheada

E na bota o trinta e dois
E um par de espora prateada
Também levo na garupa
As morena cobiçada

Minha besta sai andando
Pela estrada orvalhada
Pisando macio no chĂŁo
Que nem as onça pintada

Vai tremendo a anca inteira
No romper da alvorada
Vamos aproveitar o mundo
Morrendo nĂŁo se leva nada

Compositor: Nenete, ZĂ© PinhĂŁo

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