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MIX DE MÚSICAS

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O Mecânica não é fixo nem estático, é móvel, é dinâmico. Não é conjunto nem é grupo, muito menos bando. O Mecânica é banda. É necessidade eterna de pensar, arco-íris com mais de sete cores, vontade louca de querer, é grife vagabunda, estilo de quem é livre. O Mecânica não tem dono e não é nome. É, sobretudo, sobrenome. Sobrenome de de quem foi, é ou será parte integrante dessa confraria de pessoas do bem, músicos, amigos e irmãos. O Mecânica é assim, um astro em eterna transformação e simples como a vida. O Mecânica é dedicado a todos que de alguma maneira semeiam, por esse mundo extremamente mecânico, um pouco de paz e poesia
A história começa em 20 de Novembro de 1983, Teatro Cacilda Becker, São Bernardo do Campo - Sp, quando os irmãos Pericles Stergios Tsiloufas (compositor e cantor) e Georgios Stergios Tsiloufas (guitarrista e cantor) inscrevem a canção Sonho do Abc no Festival Musicanto (Festival de Música Popular Brasileira) e levam para casa o prêmio de melhor letra. Assim fez-se um sonho e com ele nasce o Mecânica.
Após o festival, o Mecânica torna-se uma banda de garagem na pequena cidade de Macaubal (interior paulista), terra natal dos irmãos Pericles e Georgios e local onde aprenderam a cultivar a paixão pela música desde o berço, especialmente pela influência da mãe Lóris, que nas horas vagas empunhava a sua afiada sanfona vermelha.
A primeira formação do Mecânica contou com Pericles (vocais), Georgios (guitarras), Júlio (bateria), Edison (teclados) e João (baixo) e perdurou até o final dos anos 80, período em que participou de bailes nos clubes locais, shows em praças públicas e de grande produção de composições próprias.
Com o início dos anos 90, o Mecânica passa a ter a sua segunda formação, com o ingresso de Rodrigo (bateria) e Fernando (baixo). À época, já com quase 10 anos de estrada e várias canções próprias produzidas, o Mecânica aventura-se em casas noturnas paulistanas e em festivais como F.I.C.O., Fest Valda, dentre outros.
Surge então um novo caminho a ser trilhado pela banda: a gravação de suas músicas. Agraciados pela sorte com a amizade feita com Carlinhos Borba Gato e Nenê Benvenuti (Os Incríveis), inicia-se a gravação das primeiras demos do grupo no apartamento de Borba em São Paulo, onde os integrantes do Mecânica tomam conhecimento de uma nova e acessível tecnologia de gravação surgida no início da década de 90.
Fascinados com esse novo ambiente, os dois irmãos decidem montar na pequena Macaubal o próprio estúdio, o Studio Sgt. Já com o domínio da tecnologia de gravação, e entre idas e vindas no trajeto Macaubal - São Paulo, surgem as dez primeiras canções da banda produzidas e gravadas, dando origem, em 1997, ao primeiro álbum do Mecânica: Vendo Ilusões.
Lançado de forma independente, o álbum foi bem recebido tanto pelas rádios da capital quanto pelas do interior do Estado, o que levou o Mecânica a vários programas de televisão, como Jô Soares Onze e Meia e Programa Ana Maria Braga, por exemplo.
Findos os anos 90, o Mecânica dissolve sua segunda formação. Agora sem uma formação fixa, prossegue existindo não mais como uma simples banda. O Mecânica passa a ser uma confraria de músicos, amigos e irmãos, cujo objetivo maior é compor e tocar uma bela canção, e assim espalhar por esse mundo extremamente Mecânico um pouco mais de Paz e Poesia.
Em 2000, lança seu segundo álbum, Poesia na Veia, e em 2003 o terceiro, É Segredo o que Virá.
Em 2013, ano em que completou 30 anos de estrada, o Mecânica lança o seu quarto trabalho: Mecânica 4, álbum em que retorna à sua origem de garagem e mergulha nas mais profundas águas do Rock'n'Roll.
O Mecânica é isso e é assim: simples como a vida e em transformação. Sempre!
Rodrigo Chamas


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