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Maldita Rodoviária

Mauricio Pereira

Outono no Sudeste


Dores
na carcaça
quando se vê tudo isso passa

culpa
asma ou caspa
isso é nervoso que dá na hora

cortes
facas, cascas
só de lembrar o olhar já mata

sumo
quer que eu saia?
vou me arrancar sem rumor de patas

nada
longe ou perto
ir derreter no futuro incerto

salve
Santa Clara
guarda o que é de valor na mala

quilos
de bagagem
dez mil antídotos pra a saudade

aura
me acompanha
o teu calor prende o meu pescoço

longe
tua cara
já misturada no meio da massa

gelo
desespero
nem se moveu pra me dar um beijo

nada
nem de leve
pra nunca mais me encontrar tão breve

seco
mais um pária
nessa maldita rodoviária


vou procurar abrigo em algum ônibus

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