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O Fim da Voz

Matheus Prevot


Quanto vale o sangue
Estampado no jornal
Em nome de deus?
Não valho nada
Ante cena tão brutal
E mesmo que não seja essa
A nova guerra mundial
Qual é a cura para o ódio
Enquanto o homem permanece irracional?

Pra que comparar tão grande mal
Com outro mal
Pra que dizer que o problema
Não é algo nacional
Se é o fim do mundo
E até o fim do mundo está banal?
Se aquele lado aterroriza
Esse lado aterroriza por igual

Onde não há paz é onde nada é cordial
A bomba explode e finda a vida
Finda a voz que vai contar
Nosso final

De que vale um rio
Soterrado por metal?
Valei-me, deus!
Não valho nada
Ante cena tão brutal
E mesmo que se pague o preço
Resta o imaterial
Pois não se cura a dor de ver
Tanta lembrança escorrer pelo canal

Pra que comparar tão grande mal
Com outro mal
Pra que dizer que o problema
Não é internacional
Se é o fim do mundo
E até o fim do mundo está banal?
Se de um lado negociam
Outro diz que é "desastre acidental"

É o fim de um lar
O fim desse manancial
Se finda a água
Finda a vida
Finda a voz que vai contar
Nosso final

Quanto vale o sangue estampado no jornal?
De que vale um rio soterrado por metal?
Pra que comparar tão grande mal com outro mal?
A bomba explode. Finda a água. Finda a vida
Ponto final

Letra enviada por Matheus Prevot

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