Maglore
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Vampiro da Rua Xv

Maglore

III


Um tiro a queima roupa
E ele desapareceu
No meio de uma multidĂŁo
Ninguém nem percebeu
Era verĂŁo de 88
Ele queria estar ali
Janelas e cortiços
Em andares infinitos

Foi quando ele encontrou um velho amigo
Que lhe perguntou porque que ele nunca envelheceu
De dia meio um sol
De noite a solidĂŁo
Era festa
NĂŁo tristeza
Nada pra se abrir mĂŁo

Lembrou de uma garota que lhe deu seu coração
Não esqueceu que também o partiu em pedaços pelo chão
E condenava enquanto vivo o tanto que eles dois ainda teriam que sofrer

Antes de ser mordido costumava nĂŁo ligar muito pro quanto ia viver
Foi quando ele voltou pra onde ele morreu
Encontrou ela mais velha
Muitos fios brancos nos cabelos

EntĂŁo ela lhe disse que ainda lhe tinha muito amor
Ele estufou o peito
Fitou seus olhos e esbravejou
"VocĂȘ me deu chance de mais para provar que a gente nunca existiu"
E ela gritou
"VocĂȘ nunca foi homem mesmo
VocĂȘ nunca passou de um vampiro"
Compositor: Thiago de Oliveira Santana (UBC)Editor: Warner Chappell Edicoes Musicais Ltda (UBC)Administração: Warner Chappell Edicoes Musicais Ltda (UBC)ECAD verificado obra #42259689 em 03/Mai/2024

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