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Sinta-Se em Casa

M.p. Michael Puga


Sinta-se em casa, aqui a brasa tá na alma
Choro meus traumas, minha pequena me acalma
Leão da fauna dando a vida contra a matilha
Aqui não sou um mc, apenas um pai de família
Com duas bocas pra alimentar
O que sobrar é meu
Tem mais pra sair do que pra entrar. (viu?)
Não dependo de mais ninguém
O que preciso tenho e o que tenho eu sei
Que a maioria tem
Ou seja, uma família me amando
Amigo de 10 anos
O sangue de cristo purificando
Duas pernas perambulando, um som que curto e
Canto e uma taça de vinho de vez em quando
Aí ó... resolvo as fitas
Todo mês as contas quita
Evita a falta na marmita
Emito a gratidão a Deus
Seus males me evitam
Pois no bem nós acredita
Irrita o que desacredita e
Sempre incita contra os meus

Eu tô tranquilo no mundo
Por mais que o mundo esteja em guerra
Ferra quem erra
O plano eterno alivia minhas pernas
Na serra se encerra essa fita de capital
Só rap brabo (óh) , independo do teu aval
Minha casa meu estúdio, meu estúdio minha casa
A ideia é torta?
A vassoura está atrás da porta
Fica quem soma, os que não somem some, menor
Tua postura independe de microfone, (óh)

Minha vida é uma jornada só
Poucos vão me entender
Minha loucura faz eu ser melhor do que
Eu acho que eu posso ser
O prazer da vida é o amor
O amor é o que me faz cantar
Sinta-se em casa, neguim, senta-se ou vaza
Neguim... tenho algo pra compartilhar

Dando a vida por quem me nega, me julga
Eu sou a exceção da regra, michael puga
Não me aluga que eu não tô pra ser alugado
Por ideal de pensador padronizado
Meu passado é negro, minha alma é alva
Se liga, que não é tua religião que salva
Já ouvi dona dalva, dona rita me irrita
Com suas regrinhas que me privam de altas fitas
Eu nasci pra viver e ser livre do medo
Sigo a cristo, e não malafaia ou o macedo
Deu enredo a vera essa fita de religião, jão
Igreja é alma e não templo de salomão, jão
Escravidão é extinção de onde eu venho
Eu tenho paz, e ela independe do que eu tenho
Sujeito homem, aprendendo com os próprios erros
Celebrando a vida, adiando o próprio enterro
Nunca tô no devo
Aprendi com os raps que ouvia que
Falam o dobro dos raps de hoje em dia, vi
Só prego deixando outro prego cego
Não nego que o rap de hoje em dia é lego
Que guerra de ego
Sei que a esperança ainda existe
Graças a humildade e
O respeito de alguns contribuintes
Minha vida é uma jornada só
Poucos vão me entender
Minha loucura faz eu ser melhor
Do que eu acho que eu posso ser
O prazer da vida é o amor
O amor é o que me faz cantar
Sinta-se em casa, neguim, senta-se ou vaza
Neguim
Tenho algo pra compartilhar

Compositor: Michael Panuccio Puga

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