• 																					Ri, xinga, abraça, morde, assopra, perde o chão
    Pensa, espirra, volta, beija e para na contra mão
    Encara, ensaia, diz, desdiz, ignora e grita não
    Mente a boca sente, sol não para a pulsação

    Cata o caco que sobra
    das migalhas de coração
    Espalha em cima da cama
    por toda casa
    Embaixo do cão
    destrói verso bonito
    Primeiro encontro e o afeto em questão
    Havia de ser nessa hora
    fosse mais tarde
    Passava do chão

    Sorria, xingava, abraçava, mordia, assoprava e encontrava chão
    Pensava, espirrava, voltava, beijava e o atalho era a contra mão
    Encarava, ensaiava, dizia, ignorava e nada era não
    Verdade da-se na boca, no sono perdido
    no toque da mão

    E fosse meu o seu sonho
    seu riso e afago
    não havia mais não
    Há alma, amor, morte, amada
    mil vezes amada
    milhares milhão
    Destruiu cada verso bonito
    Primeiro beijo e toda afeição
    Havia de ser nessa hora
    fosse mais tarde
    jazia no chão

    Cata o caco que sobra
    na hora não havia mais não
    E fosse meu o seu sonho
    seu riso e afago
    e toda afeição
    Há alma, amor, morte, amada
    por toda casa
    embaixo do cão
    Destrui primeiro encontro
    das migalhas de coração
    Espalha por todo verso
    em cima da hora
    o afeto em questão
    Havia de ser nessa hora
    Por ser muito tarde
    Jaz no chão

Letra enviada por Monica Bandeira

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