Poltrona 36

João Mineiro e Marciano

Os Inimitáveis - Volume 4


Ao despedir da minha doce namorada
Um beijinho selou nossa despedida
Fui ocupar a poltrona trinta e cinco
De um monobloco que já estava de saída

Quis o destino por maldade ou ironia
Que a poltrona trinta e seis fosse ocupada
Por um alguém que eu deixei um certo dia
Qual a razão eu não me lembro quase nada

No toca fita tem a nossa melodia
E da poltrona trinta e seis ela sorria

E nos seus olhos cor do céu, aquele mesmo amor
E nos teus lábios um convite para um beijo meu
Tomei seu rosto com carinho entre as minhas mãos
E prometi que desta vez não vou adeus

Ao sabor da velocidade ela me abraçou
Se uniram nossos lábios e o tempo parou
O monobloco meu carinho transbordava
E o longo asfalto em céu azul se transformava

No toca fita tem a nossa melodia
E da poltrona trinta seis ela sorria

Os sonhos que me iludiram se desmoronou
Quando o cordão da campainha sua mão puxou
E seu olhar banhado em pranto a me pedir perdão
Quando ceifava o nosso adeus, lhe estendi a mão

O monobloco então parou, meu coração também
Ela ao descer, foi recebida por um outro alguém
Juntinho dela todo o meu amor ficava
Todos me olhavam, pouco importa, eu chorava

No toca fita tem a nossa melodia
E a poltrona trinta seis está vazia

Compositor: Chrysostomo Pinheiro de Faria

Letra enviada por lincoln greik dos santos

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