João Carreiro & Capataz

Arreio de Prata

João Carreiro & Capataz


São José do Rio Preto
Muito tempo se passou
O seu Oscar Bernardino
Com a boiada ele viajou

Num transporte à Mato Grosso
Na comitiva levou
Um filho de criação
Que na lida ele ensinou

Com seu arreio de prata
Que no rodeio ganhou
O menino ia garboso
No potro que ele amansou

Aquele arreio de prata
Era o que mais estimava
Somente em dias de gala
Que em Rio Preto ele usava

Nesta viagem, seu Oscar
Pros peões recomendava
Pra zelar bem do peãozinho
Que recente se formava

O menino de ponteiro
O berrante repicava
O Itamar e o Tiãozinho
De perto lhe vigiava

A mania do menino
Seu Oscar sempre lembrava
Na hora do reboliço
Com a vida não contava

E foi lá no pantanal
Quando ninguém se esperava
Uma onça traiçoeira
Numa rês ela pulava

A boiada deu um estouro
Que o sertão se abalava
Parecia que o mundo
Nesta hora se acabava

Os ares do campo virgem
Cheirava chifre queimado
O menino dando grito
Pra tentar segurar o gado

A barrigueira partiu
Do cavalo foi jogado
Nos cascos dos cuiabanos
Pelos campos foi pisado

Quando a boiada passou
Viram o peãozinho estirado
Com seu arreio de prata
Estava morto abraçado

O seu Oscar Bernardino
Sua alegria acabou
Pegou o arreio de prata
Pro Antônio ele falou

Este arreio é do menino
Deixe com ele, por favor
Na sombra de um anjiqueiro
Uma cruzinha fincou

E na cruz fez um letreiro
Aqui jaz um domador
Que apesar da pouca idade
Nem um peão com ele igualou

Composição: Teddy Vieira, Roque José de Almeida,Mário Bernardino

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