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    daqui até lá em casa,
    no sítio caga chapéu
    da um bocado de légua homi

    mas num é leguinha besta
    nem légua de beiço não
    é légua macha, abafada,
    dessas légua má criada medida a rabo de cão

    você saindo daqui nem querendo você erra
    no oitão do cemitério pega a viela de terra,
    desce em toinho farineiro
    passa a água branca assenta de zefinha lavadeira
    daí pra frente é só estrada

    Eita cumpade vei
    depois da reta pegada,
    avista o esbarro d'água,
    do pai de mané maior

    avista o tamarineiro fulorado e sombriado,
    e seu zé vacinador
    quando chega nas quebrada do razo da macaíba
    pego o matimbumbo urrado que o cabra morre num chega
    no lagedo da formiga
    e tome estrada

    avistando um pé de pau com paricença de ipê
    ai o cumpade vê uma pista arreganhada
    prontinha se oferecendo pro caba que aparecer
    mas ai você num queira,
    diz essa num apriceio

    pega a trilha carroçavi
    com duas baxa dur lado e a cabileira no meio
    e daí pra frente é estrada

    bem dizer já tamu dento da avenida do capim
    toca em riba da babugi,
    coberta de pisadura
    e tome rédia esticada do começo até o fim

    é estrada festejada com cerca de todo tipo
    é cerca de enchimento,
    de vara, de pau apique,
    de lance,aveloiz, de pedra
    cama no chão, trançada,
    pedra dobrada, aramada e travessão

    e abre e fecha porteira
    porteira de pau em pé,
    de morão, de pau corrido,
    de cochete e zigui-zagui
    e o caba ali no monté
    e tome estrada meu cumpade

    se chegar numa porteira lambusada de azul,
    ai o cumpade erro
    volte dez braça pra trais
    e quebre o braço direito
    aonde começa a maigosa,
    a terra de meu amor

    é... oi quando der numa caiera
    de pretura acarvonada
    pega a subida abusada do cerrote do moi moi

    é trecho pau cum formiga
    é ladeira enladerada
    se o caba sobe fumando
    cai cinza dentro dos zoi

    é, bem dizer num chega em riba
    pega a gangorra descendo,
    da ribanceira pra bacho é sítio caga chapéu

    avistando o mundaréo,
    dali você tá me vendo
    vê gado e capim mimoso
    e estado de bachiu

    um estado de balaio, laranja, manga, limão
    pé de jaca, jaquejando
    e caju de vez em quando cajuindo pelo chão

    não dá um pulo de grilo pra chegar no meu terrero
    é rudiá o açude que o caboco morre e se mata
    o cabra logo se anima,
    na sombra do juazeiro

    é uma cazinha alpendrada
    com cinco bico de luiz,
    um cachorro reberuaite
    mas abana logo o rabo pra nego vei e cuscuiz

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