Jacintho
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Edredom

Jacintho


Disse adeus
Porém não falou
Sem cartas escritas, discagens perdidas
Presságios de dor
Se escondeu
Correndo escoou, nos lagos da vida, em noites perdidas
Disseram que se afogou

Por mais que perdure e eu tente buscar o que já passou
E mais que eu pergunte
E não queira me falar se já perdoou
Do mais não me acuse
Não pense em me difamar por falta de amor
Não nos faltou nem loucura, faltou foi contar que já

Se acabou
Porém não mais chora
Não expõe seus termos
Seus medos e erros ao ir embora
Nunca implorou
Deixou-me ir por fora, disse adeus
Na minha porta um até logo e quem sabe outra hora

Intrínseco ser, que não se comove mais com acasos
Pois pra você não importa o quanto estou sendo claro
E destila o teu breu que encobre o nosso passado
Que foi bom
E amassa o meu eu, que foi seu, que foi todo coberto
No mesmo edredom

Eu chorei esperando voltar
Me entreguei a outras flores por mero entregar
Escancarei minhas dores malditas sem o seu pesar
Eu gozei entre lágrimas infindas
Querendo em seu calor me repousar
E me apaguei nessa noite doída e doida no mesmo
No mesmo edredom

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