Índio Cachoeira e Cuitelinho

Herança de Violeiro

Índio Cachoeira e Cuitelinho


Mulher bonita quando é brava eu chego o reio
Só no carinho vou chegando sem receio
Eu levo ela convidando pra um passeio
No meu cavalo é de prata o seu arreio
O seu amor eu vou ganhar só no galeio
Não sou bonito, com ela não fico feio

As amizade que é demais eu chego o freio
Pra não virar na vizinhança um mau correio
Papo furado e mentira eu odeio
Pela verdade já venci muitos torneio
E de bom dia, boa tarde eu já tô cheio
Porque entre nós tem falsidade no meio

Sou convidado para as festas de rodeio
Lá em Barretos sem haver nenhum bloqueio
Viola antiga que está lá no esteio
Pois o meu pai nunca tocou nada alheio
Eu cuido dela, seu brilho dá reluzeio
Pois a viola e catira foi seu anseio

A moda boa tem que ter um bom ponteio
Para agradar tem que ter bom galanteio
E no catira me chamando eu sapateio
E no tablado sapateando só no meio
Termino a moda na viola eu floreio
Agradecendo todo o povo que aqui veio

(Pedro Paulo Mariano - Santa Maria da Serra-SP)

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