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Bosque das Ilusões (Pte. 2)

Haikaiss

Fotografia de um Instante


Pra onde vai, da onde vem?
Ideia segue além
O clima estilo zen
A máquina do bem
Proceder, que leva esse rap pra você

Cadê o cache?
Pra levar esse rap pra você?
Cadê o cache?
Cadê o cache?

Fenômeno eu nunca fui, bom senso eu tive
Eu me contive ao sentir seu sarcasmo
Me expus ao máximo, ninguém notou
E nem chamou de clássico
Como num passe de mágica aumenta o passe do mágico
Que um dia deu sustento à teu castelo tão frágil
(deixa pra lá)

Foco na minha atenção, me doam doenças
Me vendem remédios
Até mesmo os que eu venero ofereceram
O que eu não quero
Até mesmo alguns da quebrada
Que se propuseram a fazer rap
Confundiram cocaína com sucesso e nunca saíram do zero

Frenético, sem freio, freestyle, frentista
Os amigo evita, a mãe aflita, o time perde
É melhor rever o critério
São tempos de mudanças, sobressai o abençoado
Protagonista de um filme trágico, o carrasco
Nunca vai esquecer o machado
Ando cortando laços, subindo medias
Meu sangue tá frio à um tempo
Entenda que a cada dia que passo
Eu suporto mais a perda
O que é minha vida? fácil é confundir trabalho e família
Na certa é melhor ser aconchegante
Igual uma sala sem mobília
Emotivo como uma pedra

Ele só observa e faz o grampo, marreta não é orgulho
E ainda mais pro falso santo
Em suma, o otário acha que o certo é essa merda
Recicla a ideia pros novão, absorve e se acostuma
Cuzão! não, hoje é sem mequetrefe, eu juntei pouco cash
Damassa só tem chef, eu preparo, se serve
Sem farsa, meu parça, a estrada é de tracks gravadas
(300 madrugadas regadas a beck)

Mas não somente, e ainda tem gente que diz
"os moleque são pra frente", e eu fretei porque quis
No nosso rap é muito crente, a mensagem é consciente
Mas tem pouco torcedor e uma legião de juiz, como ousam?
Samples sagrados, reis consagrados com briga
Na antiga, era pac e big, presente, lamar e jigga, liga?
Em 30 anos se aprende um pouco da vida
Não confie em si, desconfie de quem muito duvida

Pra onde vai, da onde vem?
Ideia segue além
O clima estilo zen
A máquina do bem
Procede, que leva esse rap pra você
Cadê o cache?
Pra levar esse rap pra você?
Cadê o cache?
Cadê o cache?

Sem nada concreto
Meu mano disfarça, elogio da farsa
Me confunde sem nada por perto
Estilo revolta, ouvindo seu bla bla bla
Vi meu passado olhando no olho da presença
Que me escuta
Que me questiona
E tudo se impressiona
Converso com alguém mas já nem sei do motivos das falas

Males que me vem
Eu não tô nem ai se em mim você vai ou não confiar
Eu duvido sim no meu direito de duvidar
Agora duvido do que chega fácil de mais, nada de mais
Eu pego o sorriso, pego os olhares
Pego o seu gesto, seu manifesto
Eu desconfio, é simpatia demais
Dias atrás me tirou de otário

Muita simpatia lá na casa do caralho
Eu vou brincar de imitar a levada
Do meu parceiro do começo
Você sabe quem
Tá na moda imitar levada não tá?
Tô brincando também
Até que de flow eu sei brincar mas se poder
De herói sem capa em são paulo é fazer neném
Tudo bem, mas não vem que não tem

Pra onde vai, da onde vem?
Ideia segue além
O clima estilo zen
A máquina do bem
Procede, que leva esse rap pra você
Cadê o cache?
Antigamente meu irmão que elogiava
Intensamente meus versos
Hoje me dá um simples aperto de mão
Cheio de gestos

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