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Resposta ao Cachorro Velho

Gildo de Freitas


Quando tu era pelado eu sempre fui teu amigo
Tua esposa é testemunha destas palavras que eu digo
Só depois que enriqueceste ficaste meu inimigo
E arrota tanta grandeza e me força a natureza
De um dia pelear contigo

Até por cachorro eu passo, mas da resposta não corro
Nem de vergonha não morro, descansa não tem perigo
Que eu sou um cachorro amigo e tu um amigo cachorro

Eu nunca vi um maneta poder dar tapa em alguém
E talento de poeta é cousa que tu não tem
E além de faltar talento, falta educação também
A sorte é a companheira
que Deus te deu por gaiteira
Senão não eras ninguém

Até por cachorro eu passo, mas da resposta não corro
Nem de vergonha não morro, descansa não tem perigo
Que eu sou um cachorro amigo e tu um amigo cachorro

(Vai embora
"Coisa bem boa é um cachorro de confiança"
Outra volta
"O cachorro de confiança
enlouquece e não morde o dono")

Se eu sou um gato miando ai vai a resposta minha
cada mio é uma rima, sem sair fora da linha
Eu sou um gato de rico tratado a arroz com galinha
Sou um bicho de fino trato, abre o olho com esse gato
Ee cuida bem tua gatinha

(Vai cuida do bichinho ai!
Esses gatos tratados, tem a unha, que chega a ser dobrada
Vamos mais uma volta gaiteiro)

A tua ideia de adulto tá voltada pra infância
E a minha ideia com a tua merece muita distância
Porque tu troca amizade, pela malvada ganância
Eu tenho que ter paciência misturar a inteligência
Com a tua ignorância

Até por cachorro eu passo, mas da resposta não corro
Nem de vergonha não morro, descansa não tem perigo
Que eu sou um cachorro amigo e tu um amigo cachorro

Letra enviada por nelson de campos

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