Leilão

Fafá de Belém

Água


De manhã cedo num lugar todo enfeitado nos ficava
Amuntuado para esperá os compradô
Depois passava pela frente de um palanque
Afincado ao pé de um tanque que chamavam bebedô
E nesse dia minha véia foi comprada

Numa leva separada prum sinhô mocinho ainda
Minha veinha que era a frô dos cativeiro
Foi inté mãe de terreiro na família dos Cambinda
No mesmo dia em que levaram minha preta me botaram

Nas grieta pra de mode eu não fugir
E desde então preto véio aprercurô
Ficô véio como eu tô mas como é grande esse Brasil
E quando veio de Isabé as alforria

Prercurei mais quinze dia mais a vista me fartô
Só peço agora que me leve, Sinhá Isabé
Quero ver se tá no céu
Minha véia, meu amor

Letra enviada por Felipe Rafael

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