Num bar de Ribeirão Preto Vi com meus olhos essa passagem Quando champanha corria a rodo No alto meio da granfinagem
Nisso chegou um peão Trazendo na testa o pó da viagem Pro garçom ele pediu uma pinga Que era pra rebater a friagem
Levantou um almofadinha Falou pro dono "eu tenho má fé Quando um caboclo que não se enxerga Num lugar desse vem por os pés Senhor que é proprietário
Deve barrar a entrada de qualquer Principalmente nessa ocasião Que esta presente o rei do café"
Foi uma salva de palmas Gritaram viva pro fazendeiro Que tem milhões de pés de café Por esse rico chão brasileiro Sua safra é uma potencia Em nosso mercado e no estrangeiro Portanto veja que esse ambiente Não é pra qualquer tipo rampeiro
Com um modo bem cortês Respondeu o peão pra rapaziada "essa riqueza não me assusta Topo em aposta qualquer parada Cada pé desse café Eu amarro um boi da minha invernada E pra encerrar o assunto eu garanto Que ainda me sobra uma boiada"
Foi um silêncio profundo O peão deixou o povo mais pasmado Pagando a pinga com mil cruzeiros Disse ao garçom pra guardar o trocado Quem quiser meu endereço Que não se faça de arrogado É só chegar lá em andradina E perguntar pelo rei do gado
Compositores: Evanil Bernardes da Silva (Nil Bernardes) (UBC), Luiz Antonio Schiavon Pereira (Luiz Schiavon) (UBC), Marcelo Tranquilli Barbosa (Marcelo Barbosa) (ABRAMUS)Editor: Warner (UBC)Publicado em 1996 (01/Jul)ECAD verificado obra #6766 e fonograma #20607 em 25/Out/2024