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Nasceu em 6 de novembro de 1974

Tem de fato sangue azul a nobreza que Dudu carrega no nome. Não só pela boa cepa e estirpe de seu samba, mas também por toda a linhagem que compõe a rede de influências que vai resultar na formação de um dos mais bem sucedidos meninos-prodígio do gênero. Afilhado do baterista Wilson das Neves, João Eduardo de Salles Nobre , o Dudu, tem no samba mais padrinho do que casamento de jogador de futebol.

Senão, vejamos: ele começou a aprender percussão sob a batuta de mestre Jorjão, na infância feliz, em Vila Isabel. No cavaquinho, teve como professor o erudito Henrique Cazes. Em casa, com os pais, Anita e João Nobre, o engenheiro, vivia solto nas festas, que sempre contavam com o samba de gente como Beto Sem Braço, Geraldo Babão, Jovelina Pérola Negra, Camunguelo, Nei Lopes, Luiz Carlos da Vila, Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Beth Carvalho, Jorge Aragão e até Nelson Cavaquinho.

E, por isso, ninguém se admirou quando aos dez anos o garoto faturava, com o parceiro Beto Sem Braço, o samba enredo da Alegria da Passarela, o embrião da escola-mirim Aprendizes do Salgueiro, onde Dudu era praticamente um mestre, conquistando mais três sambas até completar 15 anos. Tudo isso sem esquecer o Cacique de Ramos, que freqüentou desde os 10, na companhia dos pais, e a partir dos 12, sozinho mesmo.

Antes da maioridade, saiu percorrendo as bandas dos padrinhos, já praticamente compadres. Tocou com Guineto, Dicró, e Pedrinho da Flor. Aos 19, colava com Zeca Pagodinho, que acabou sendo fundamental para consagrar o garoto como um dos mais bem dotados versadores da praça. É da lavra de Dudu, por exemplo, clássicos na voz de Pagodinho como “Posso até me apaixonar”, “Água da Minha Sede”, “Vou botar teu nome na macumba”, este em parceria com Zeca.

Ato contínuo, Dudu iniciou-se na carreira fonográfica com Dudu Nobre (1999), um discaço de estréia, com maravilhas como “Feliz da Vida”, em parceria com Nei Lopes, “São José de Madureira” (Beto Sem Braço e Zeca Pagodinho), “Quebro, Não Envergo” (Dudu), Reverendo Blá Blá (Luiz Grande - Barbeirinho do Jacarezinho - Marcos Diniz) e “No Mexe Mexe, No Bole, Bole”, entre outras.

Em 2001, foi a vez de Moleque Dudu, com a regravação “A Grande Família” (Dito e Tom), que serve até hoje de música tema do seriado da TV Globo, “Bom pra nós dois, enfim” (parceria com Zeca), “Pro amor render” (com Roque Ferreira) “O meu amor quer sambar” (com Arlindo Cruz).

Foi, depois, saudado como intérprete amadurecido, isso só com 28 anos, ao lançar “Chegue Mais”, em 2003, que trouxe este sucesso homônimo (parceria com Roque Ferreira), e também um encontro com a Velha Guarda da Serrinha, na interpretação primorosa de Meu Drama, de Silas de Oliveira, prova cabal e definitiva da ascendência nobre de Dudu.

No ano passado, veio a dobradinha CD e DVD Dudu Nobre ao vivo, uma senhora reunião de sucessos, que não deixou de aprontar boa surpresa. A regravação de "Goiabada Cascão", velho partido de Wilson Moreira e Nei Lopes, sucesso na voz da madrinha Beth Carvalho lá nos idos de 80. A música entrou como bônus no CD e acabou voltando ao topo das paradas com a boa interpretação de Dudu, que não nasceu no berço, mas no trono esplêndido do samba.


Fonte: site Sony BMG