Página inicial > Forró > D > Dr. Ed

MIX DE MÚSICAS

FOTOS

dr-ed - Fotos

Natural de Recife, Ednaldo José da Silva - o nome completo do Dr. Ed - trabalhava na área de metalurgia, como retificador de motores, quando veio para a Bahia (Feira de Santana), em 1994. A música entrou na vida dele desde cedo, através da radiola de fichas do bar de sua mãe, em Pernambuco, que tocava Paulo Sérgio, Reginaldo Rossi e Amado Batista, dentre outros ídolos da música popular. O pai também gostava de "dar uma de cantor" quando tomava umas e outras, procurava ensinar o pequeno Ed, a esta altura já determinado a entrar para o mundo da música. Aos 14 anos ele comprou o primeiro violão e, ao tempo em que se desenvolvia no aprendizado, experimentava os primeiros passos do processo de composição. De outro lado, a participação no coral de uma igreja o ajudou muito na educação do canto.

O Dr. do nome não é firula artística. Ed é mesmo doutor, mais precisamente do terreno da psicologia, com reconhecida atuação nas áreas de Aconselhamento e da Educação Emocional. Fez Teologia e especialização em Psicanálise Clínica, além de Psicologia da Educação. O trabalho de Aconselhamento realizado junto ao projeto Oficina da Alma rendeu a ele o título de doutor honoris causa nesta área. Dr. Ed também ensinou na Ufes e na Eneb. Com o tema "Como anda sua saúde mental", fez palestras para professores em várias escolas. É também terapeuta familiar e consultor da rádio Princesa Fm, de Feira de Santana, aconselhando no programa "Amor Sem Fim", às terças e quintas-feiras, das 22 horas à meia-noite. Além de tudo, ainda encontra tempo para escrever poemas e lançar livros. Ed é autor dos volumes "Arte de Ser Feliz" e "Psicologia na Educação - Diálogo entre um louco, um filósofo e um psicanalista". Mas se nos bastidores, Dr. Ed se aprofunda no conhecimento da mente humana.

No palco, seu forró tem efeito terapêutico e é um santo remédio para quem anseia por alegria, diversão e alto astral. É assim que, entre a ciência de Freud e a música de Gonzagão, ele se estabelece como um intérprete de sensibilidade e de voz marcante, cujo timbre lembra muitas vezes o próprio Rei do Baião. É também um compositor de grande espontaneidade - a inspiração pode surgir nos lugares mais inusitados e de forma muito livre. Seus discos costumam mesclar sucessos de outros autores, numa releitura muito pessoal, e canções próprias.

Seus shows são um espetáculo de música, jogos cênicos e coreografia que introduzem sempre um elemento de reflexão no meio do entretenimento. "Tem um esquema todo de produção, desde a roupa à composição de palco", explica ele. São shows tematizados, que muitas vezes podem abordar, por exemplo, a cultura da cidade onde se apresenta, com o intuito de elevar a autoestima da população. "Trabalho o processo antropológico e social com um show dinâmico, interativo e terapêutico, além de dançante", define o doutor.

A primeira grande chance de brilhar em um palco veio a partir do convite de uma amiga produtora, para dar uma canja no show do cantor Canindé, na cidade de Ipirá, em 2008. Entusiasmado com a oportunidade, Ed comprou até um violão novo e esperou ansioso pela hora de subir no palco. O problema era que a noite contava também com a apresentação de uma dupla que acabou ocupando o horário todo que estava reservado para a abertura do show. Canindé entrou em seguida, só deixou o palco às 3 horas da manhã. Tarde demais! Àquela altura, o público já estava deixando o espaço para voltar para casa. Mesmo assim, a produtora mandou-o subir e, convocado por Canindé, Ed entrou em cena e mandou "Vou Pedir Pra Você Voltar", sucesso de Tim Maia. Não é que o público atendeu ao pedido do refrão da música? Aos pouquinhos, os que estavam saindo resolveram voltar ao recinto, atraídos pela voz de Dr. Ed. "O povo voltou e começou a pedir mais músicas e o resultado é que acabei fazendo um show de uma hora e meia", relata o cantor. E foi assim que ele passou pela prova de fogo e se tornou apto a abraçar a carreira artística com toda a garra.

Ainda em 2008 veio o primeiro Cd, "Asas", com canções românticas dele e de nomes como Fagner, Flávio Venturini e Biafra. Mas foi em 2009 que Dr. Ed entrou com tudo no forró, com o Cd "Forrozão do Ed - Volume 1". No ano seguinte, saiu o "Forrozão do Ed - Volume 2, Perfume de Mulher", que emplacou a canção-título, de autoria do próprio cantor. Em 2012, ele prestou tributo ao Rei do Baião com o Cd "Homenagem ao Centenário de Gonzagão". Com "Álbum Retrô", o disco de 2013, Dr. Ed e sua banda pretendem ir mais longe, não só na carreira, mas no próprio espaço territorial e aconteceu. Em 2015 houve participações em eventos regionais como Festa do Vaqueiro e do Pescador, São João de Antônio Cardoso, passando por entrevista da Tv Subaé na feira de São Joaquim. No período de abril a julho de 2015, foram 52 apresentações entre festas particulares e de prefeituras, finalizando o ano com a Festa do pescador do distrito feirense de Ipuaçu. Em 2016, juntamente com a banda, Dr. Ed foi selecionado pelo Bahiatursa para tocar na maior festa popular do planeta, o carnaval de Salvador. A partir daí foram show em cidades como Mairi, Lage, Santa Terezinha, Gandú, Santo Estêvão, além da micareta de Feira de Santana.


Redes sociais