Esquema Montado

Delley & Dorivan

  • 																					Justiça que o povo pedia em uma cidade de um outro estado
    Era ali a central das desordens, até pra polícia era jogo pesado
    Praticavam terríveis delitos os tais desordeiros fortemente armados
    O progresso parou sobre o tempo, o índice de crime estava avançado

    Numa venda de beira de estrada, o fato se deu antes de um feriado
    Lá estavam os bons do gatilho, aquele ambiente estava carregado
    Foi entrando um homem sem camisa e pelos presentes foi observado
    E pediu um refrigerante, não deram importância ao homem mal trajado

    Na saída, ele disse ao vendeiro, com voz de temor, bastante assustado
    A polícia já vem no meu rastro, com toda certeza vou ser revistado
    Faz favor de esconder minha arma, é de grande estima meu coute importado
    Num balaio atrás do balcão, o vendeiro escondeu, ficou bem guardado

    Os presentes que ouviu a conversa naquele instante o exemplo seguiu
    Guarde aí nossas armas também, vamos dar um golpe naqueles vadios
    Negociante já foi recolhendo aquele montante do armamento frio
    O balaio ficou pela boca, com uma toalha, o vendeiro cobriu

    A polícia invadiu a vendinha, cumprindo com garra a dura missão
    E o homem tal sem camisa foi ponto de início da operação
    Ele então se recuou, dizendo: Não é necessário em mim por as mãos
    Só de armas de todo calibre, o balaio está cheio atrás do balcão

    Ao lavrar a prisão em flagrante, após o vendeiro ter sido enquadrado
    Disse o homem, o tal sem camisa, a polícia é gloria e o bandido é atrasado
    Não me jugue que fui dedo duro, eu fui personagem do esquema montado
    Aos senhores então me apresento, eu sou na comarca o novo delegado

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