Vecchia Roma (tradução)

Claudio Villa


Hoje o modernismo


do novecentismo

renovando tudo vai,

e os costumes antigos e simples

são lembranças que desaparecem.


E a Roma minha

sem nostalgia

segue a modernidade,

faz a progressista, a universalista,

diz okey, hallo, thank you, ja ja.


Velha Roma

sob a lua

não cantas mais

os estorninhos,

as serenatas da juventude.


O progresso

te fez grande

mas esta cidade,

não é aquela

onde se vivia tantos anos atrás.


Não vão mais

os namorados

pelo Lungo Tevere,

a roubar-se os beijos a mil

sob as arvores.


E os sonhos

sonhados na sombra

de um céu azul,

são lembranças do tempo belo

que não existe mais.


Agora as garotinhas

com as botinhas

de certo não se vêem mais.

Os vestidos com decote usam

em contraluz transparecem.


Sem cerimônias,

nos cafés se ouvem

de política falar,

vão a cada comício, pedem o divorcio

enquanto em casa fica-se a jejuar.


Não vão mais

os namorados

pelo Lungo Tevere,

a roubar-se os beijos a mil

sob as arvores.


E os sonhos

sonhados na sombra

de um céu azul,

são lembranças do tempo belo

que não existe mais.


Vecchia Roma


Oggi er modernismo

der novecentismo

rinnovanno tutto va,

e l’usanze antiche e semplici

so' ricordi che sparischeno.


E tu Roma mia

senza nostargia

segui la modernità,

fai la progressista, l’universalista,

dici okey, hallo, thank you, ja ja.


Vecchia Roma

sotto la luna

nun canti più

li stornelli,

le serenate de gioventù.


Er progresso

t’ha fatta grande

ma sta città,

nun è quella

’ndo se viveva tant’anni fa.


Più nun vanno

l’innamorati

per Lungo Tevere,

a rubasse li baci a mille

sotto all’arberi.


E li sogni

sognati all’ombra

d’un cielo blù,

so' ricordi der tempo bello

che nun c’è più.


Mo le regazzette

con le polacchette

certo nun le vedi più.

Gli abiti scollati porteno

controluce trasparischeno.


Senza complementi,

nei caffè le senti

de politica parlar,

vanno a ogni comizio, chiedono il divorzio

mentre a casa se stà a digiunar.


Più nun vanno

l’innamorati

per Lungo Tevere,

a rubasse li baci a mille

sotto all’arberi.


E li sogni

sognati all’ombra

d’un cielo blù,

so' ricordi der tempo bello

che nun c’è più.


Compositor: Martelli / Ruccione

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