Cegueira

Claudio Lins

Cara


Uma cidade afogada
De pernas e braços, e mãos para os céus
A procura do acaso perdido no tempo
Em que tudo era belo, e estranho
E vibrante, e cheio de coisas que já não existem
Que já não insistem
Que já não se fazem canções como antes
Paixões delirantes
Extintas no medo
O degelo do apresso
Só vez afogar e cegar, e cegar
Mas ainda vai chover
E os dias vão raiar
Que é pra nunca esquecer
E pra sempre chorar
Uma cidade alagada
De cores tão mortas
De flores sem pátria, pisadas ao vento
Num chão de tropeços
Num Deus nos acuda
Ou então nos esqueça
Ou então nos mereça
Com um fim, sem maldades
Sem dor, nem tristeza
Sem essa sujeira
Que fede a vontade, como se a cidade já fosse deserta
Como se as crianças não fossem brincar, e brincar, e
brincar
Mas ainda vai chover
E os dias vão raiar
Que é pra nunca esquecer
E pra sempre chorar

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