César Menotti e Fabiano
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Astronauta de Mármore

César Menotti e Fabiano


A lua inteira agora
É um manto negro, oh, oh
O fim das vozes no meu rádio, oh, oh
São quatro ciclos
No escuro deserto do céu

Quero um machado
Pra quebrar o gelo, oh, oh
Quero acordar
Do sonho agora mesmo, oh, oh
Quero uma chance
De tentar viver sem dor

Sempre estar lá
E ver ele voltar
Não era mais o mesmo
Mas estava em seu lugar

Sempre estar lá
E ver ele voltar
O tolo teme a noite
Como a noite
Vai temer o fogo

Vou chorar sem medo
Vou lembrar do tempo
De onde eu via o mundo azul

A trajetória
Escapa o risco nu, uh, uh
As nuvens queimam o céu
Nariz azul, uh, uh
Desculpe estranho
Eu voltei mais puro pro céu

A lua o lado escuro
É sempre igual, al, al
No espaço a solidão
É tão normal, al, al
Desculpe estranho
Eu voltei mais puro pro céu

Sempre estar lá
E ver ele voltar
Não era mais o mesmo
Mas estava em seu lugar

Sempre estar lá
E ver ele voltar
O tolo teme a noite
Como a noite
Vai temer o fogo

Vou chorar sem medo
Vou lembrar do tempo
De onde eu via o mundo azul
Estar lá
E ver ele voltar
Não era mais o mesmo
Mas estava em seu lugar

Sempre estar lá
E ver ele voltar
O tolo teme a noite
Como a noite
Vai temer o fogo

Vou chorar sem medo
Vou lembrar do tempo
De onde eu via o mundo azul

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