Carlos do Carmo
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O Que Sobrou de Um Queixume

Carlos do Carmo


Se não sabes o que é Fado
Sem ter sombra de pecado
Sem traições
Corações
Aos baldões
E paixões de vielas
Se não fazes uma ideia
Desta triste melopeia
Que nos alegra
E por via de regra
Choramos com ela
Se não sabes como encanta
Quem o ouve e quem o canta
Quando se agarra
A uma guitarra
À luz do luar
Fado dum fado nascido
Um grito de espanto, um gemido
Vem ver Lisboa
Como ela o entoa
E o canta a chorar!

Fado é amor
Que sobrou d'algum queixume
Que se agarrou ao ciúme
E se embrulhou no seu manto
Fado é a dor
É o meio-termo da vida
Nem esperança perdida
Nem riso, nem pranto!

Se não sabes que a tristeza
Que nos prende, e fica presa
Não é mais
Que os sinais
Usuais
D'alguns ais sem agrado
Se não sabes que a Saudade
Que nos abre e nos invade
Só aparece
Quando não se esquece
Que também é fado
Se não sabes o que é esperança
Que não pára, que não cansa
E é com certeza
Tal como a firmeza
Um rasto de Fé
Sonho dum sonho desfeito
O gosto dum gosto perfeito
Que nos embala
Mas que não se iguala
Ao que o Fado é

Compositor: Frederico de Brito

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