Nada Restou

BR-98

  • 																					O farol mostrou uma direção
    Marcas que o vento faz levar e a chuva afoga
    Uma dor, mil razÔes
    Sonhos tĂŁo reais
    E tĂŁo contundentes me levam daqui

    Para onde fui, nem eu mesmo sei
    NĂŁo adianta insistir
    Chorar por alguém que nem mesmo fez
    A mĂ­nima questĂŁo de enxergar o que vocĂȘ faz
    Quem vocĂȘ Ă©

    Quando a vida te cobrar
    E tudo parecer tĂŁo frio
    Simplesmente sinta o som deste vazio
    Que move e sopra no ouvido
    De quem ainda nĂŁo ouviu
    E que mede o tamanho do amor que restou

    Nada, nada restou
    A cicatriz se apagou
    Nada Ă© como era antes
    Fim de jogo

    No jogo onde sĂł se consegue ganhar
    Quem além de amar decifra as circunstancias
    A vida passa e o som também
    O que nĂŁo volta Ă© o que vocĂȘ fez

    Ou talvez nem fez, nĂŁo sei
    Tudo Ă© sem importĂąncia
    O dia escurece, a noite esclarece
    O que a mĂșsica tenta mostrar
    A irrelevĂąncia murcha
    A sombra se torna um espelho

    O barulho vira silĂȘncio, o sonho Ă© pesadelo
    A noite vira dia, o som renasceu
    Tudo o que parece claro
    Nem sempre Ă© tĂŁo claro assim
    A chave do cadeado Ă© invisĂ­vel pra mim

    E entĂŁo eu canto pra desabafar
    E solo na guitarra
    Que Ă© pra nĂŁo deixar de completar
    A mĂșsica que eu tanto sonhei em compor
    O arranjo que eu tanto treinei
    JĂĄ se transformou

    No maior sucesso que a humanidade viu
    Na obra de arte que ninguém
    Nunca viu mas ouviu
    Algo bem maior que isso faz-me frear
    A inércia me empurra de volta

    Para o meu lugar
    A inércia me empurra de volta

    Nada, nada restou
    A cicatriz se apagou
    Nada Ă© como era antes

    Nada, nada restou
    A cicatriz se apagou
    Nada Ă© como era antes
    Fim de jogo

Compositor: Bruno Ribeiro

Letra enviada por Brunno Ribeiro

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