Página inicial > Sertanejo > B > Belmonte e Amaraí > A Morte do Carreiro

A Morte do Carreiro

Belmonte e Amaraí


Isto foi no mês de outubro
Regulava meio dia
O sol parecia brasa
Queimava que até feria

Foi um dia muito triste
Só cigarras que se ouvia
O triste cantar dos pássaros
Naquelas matas sombrias

Numa campina deserta
Uma casinha existia
Na frente tinha uma paiada
Onde a boiada remuía

Na estrada vinha um carro
Com seus cocão que gemia
Meu coração palpitava
De tristeza ou de alegria

Lá no alto do cerrado
A sua hora chegou
O carro tava pesado
E uma tora escapou

Foi por cima do carreiro
E no barranco imprensou
Depois de uma meia hora
Que os companheiros tirou

Quando puseram no carro
Já não podia falar
Somente ele dizia
Tenho pressa de chegar

Os companheiros gritavam
Com a boiada sem parar
Já avistaram a taperinha
E as crianças no quintal

Os galos cantaram triste ai, ai, ai, ai
No retiro aonde eu moro ai, ai, ai, ai

Levaram ele pra cama
Não tinha mais salvação
Abraçava seus filhinhos
Fazendo reclamação

Só sinto estes inocentes
Ficar sem uma proteção
Fechou os olhos e despediu
Deste mundo de ilusão

(Pedro Paulo Mariano - Santa Maria da Serra-SP)

Compositor: Carreirinho e Zé Carreiro

Letra enviada por

Encontrou algum erro na letra? Por favor, envie uma correção >

Compartilhe
esta música

Ouça estações relacionadas a Belmonte e Amaraí no Vagalume.FM

MIX DE MÚSICAS

ARTISTAS RELACIONADOS