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    Até a lua do Rio,
    No céu tranquilo e vazio,
    Não inspira mais amor;
    O violão desafina
    Porque chora em cada esquina
    A falta do seu cantor.

    Escravo da melodia,
    Ele cantando escrevia
    O que na alma brotava;
    Subindo os degraus da glória,
    Ele escreveu a história
    Da cidade que adorava.

    O Rio foi o seu berço,
    O violão foi o terço,
    O samba sua oração;
    Sambista de um mundo novo,
    Da alma simples de um povo
    Que samba de pé no chão.

    Velho Chico tu recordas
    Um violão, cujas cordas
    A mão de Deus rebentou;
    Porque está faltando agora
    A lágrima que o samba chora
    Na voz que a chama apagou.

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    Todas as letras de Ângela Maria

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