Amargo

Adriana Maciel

Sozinha Minha


O vinho podre que escorre das xícaras
O mel amargo, o meu coração,
De onde quer que tudo venha,
Tudo ir prá onde nada, nunca se alcança

Tenho a memória de tudo o que existe,
Tudo o que é triste, alegre ou não
Eu guardo as flores mortas na sala,
Eu faço sala pro tempo

Ainda que tarde, agora que é tarde,
Sempre é cedo

Ainda que tarde, agora que é noite,
Eu sinto medo

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