A Era de Ferro

Br 15

A Era de Ferro


Já vendi meu amanhã,
Pelo medo de errar.
No impasse é sempre assim,
Covardes tendem a se mostrar.
O nada é a repetição,
Transcede o que se pode ver.
Se um é pouco em um milhão,
Nada vale pra se perder

Se perder, pra por amor onde não há.
Se perder, não há contrato para honrrar.

Eu comprei por preço vil,
O que Deus não quis me dar.
O amor é pago em sangue,
E eu não tinha pra quitar.
Olhos de São Tomé em fogo de Nero vão se queimar.
Molde sua própria cruz na fé que existe além do altar.

Se perder, viva o amor onde não há.
Se perder, não há contrato para honrrar.
Se perder, viva o amor onde não há.
Se perder, não há contrato para honrrar.
Se perder, viva o amor...

Composição: Teobaldo Vilela

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