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Pelos caminhos da América,
Pelos caminhos da América,
Pelos caminhos da América,
Latino América.
Pelos caminhos da América há tanta dor,
Tanto pranto, nuvens, mistérios,
Encantos que envolvem nosso caminhar.
Há cruzes beirando a estrada,
Pedras manchadas de sangue,
Apontando como setas,
Que a liberdade é pra lá.
Pelos caminhos da América há monumentos sem rosto
Heróis pintados, mau gosto, livros de história sem
cor
Caveiras de ditadores, soldados tristes, calados,
Com esbugalhados, vendo avançar o amor.
Pelos caminhos da América há mães gritando, qual
loucas,
Antes que fiquem tão roucas, digam onde acharão,
Seus filhos mortos, levados na noite da tirania,
Mesmo que matem o dia, elas jamais calarão.
Pelos caminhos da América, no centro do continente,
Marcham punhados de gente, com a vitória da mão.
Nos mandam sonhos, cantigas, em nome da liberdade,
Com o fuzil da verdade, combatem firme o dragão.
Pelos caminhos da América, bandeiras de um novo
tempo,
Vão semeando, ao vento, frases teimosas de paz.
Lá na mais alta montanha, há um pau d'arco florido,
Um guerrilheiro querido, que foi buscar o amanhã.
Pelos caminhos da América há um índio tocando flauta,
Recusando a velha pauta, que o sistema lhe impôs.
No violão um menino e um negro tocam tambores,
Há sobre a mesa umas flores, pra festa que vem depois.
Pelos caminhos da América,
Pelos caminhos da América,
Latino América.
Pelos caminhos da América há tanta dor,
Tanto pranto, nuvens, mistérios,
Encantos que envolvem nosso caminhar.
Há cruzes beirando a estrada,
Pedras manchadas de sangue,
Apontando como setas,
Que a liberdade é pra lá.
Pelos caminhos da América há monumentos sem rosto
Heróis pintados, mau gosto, livros de história sem
cor
Caveiras de ditadores, soldados tristes, calados,
Com esbugalhados, vendo avançar o amor.
Pelos caminhos da América há mães gritando, qual
loucas,
Antes que fiquem tão roucas, digam onde acharão,
Seus filhos mortos, levados na noite da tirania,
Mesmo que matem o dia, elas jamais calarão.
Pelos caminhos da América, no centro do continente,
Marcham punhados de gente, com a vitória da mão.
Nos mandam sonhos, cantigas, em nome da liberdade,
Com o fuzil da verdade, combatem firme o dragão.
Pelos caminhos da América, bandeiras de um novo
tempo,
Vão semeando, ao vento, frases teimosas de paz.
Lá na mais alta montanha, há um pau d'arco florido,
Um guerrilheiro querido, que foi buscar o amanhã.
Pelos caminhos da América há um índio tocando flauta,
Recusando a velha pauta, que o sistema lhe impôs.
No violão um menino e um negro tocam tambores,
Há sobre a mesa umas flores, pra festa que vem depois.
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