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Nasci na costa do cerro sempre lidei com manadas,
Sou parceiro da verdade, entre prosa e patacoadas
Eu sou do Rio Grande velho sempre sustento o que digo
Proseio com quem conheço e não falo mal dos amigos,
Depois da palavra dita não tem jeito de voltar
Por isso aprendi na vida, pensar antes de falar


Para quem não me conhece e anda por mim perguntando
Sou do lombo do cavalo, sustento o que estou falando
De fato! Eu não sou gaucho de andar no mundo inventando

Depois que eu der a palavra não precisa documento,
Não volto atrás no que digo não reduzo e não aumento
E quem diz o que não deve, sempre escuta o que não quer
Por isso tenho cuidado com negocio e com mulher
O homem que fala muito por vez se enreda em maneia
Se o caso for desse jeito da divorcio e da cadeia

Conheço muitos viventes que andam falando lorotas
Não cumprindo os compromissos, vendendo as bombacha e botas
Outros tantos vão seguindo falando da vida alheia
E alguns que são abonados choram de barriga cheia
Pra sobreviver no mundo cada um faz o que pode
Eu ando de espinha reta honrando o fio do bigode

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Todas as letras de Walther Moraes

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