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Flor do mal
Oh, eu recordo-me ainda, deste fatal dia
É, disseste-me, Arminda, indiferente e fria.
- És o meu romance enfim, Senhor, basta
- Esquece-te de mim, amor
Por que? Não procuras indagar, a causa ou a razão?
Por que? Eu não te posso amar? Não indagues não,
Será fácil de esquecer. Prometa, minha flor,
Não mais ouvir falar de amor.
Amor, hipócrita fingido coração
De granito ou de gelo, maldição
Oh! Espírito satânico, perverso, titânico chacal
Do mal, num lodaçal imerso
Sofrer, quanto tenho sofrido, sem ter a consolação
O Cristo também foi traído
Por que? Não posso ser então, não
Que importa, o sofrer ferino
Das coisas é ordem natural, seguirei o meu destino,
Chamar-te, eternamente, Flor do Mal.
Por Nelson de Campos
Oh, eu recordo-me ainda, deste fatal dia
É, disseste-me, Arminda, indiferente e fria.
- És o meu romance enfim, Senhor, basta
- Esquece-te de mim, amor
Por que? Não procuras indagar, a causa ou a razão?
Por que? Eu não te posso amar? Não indagues não,
Será fácil de esquecer. Prometa, minha flor,
Não mais ouvir falar de amor.
Amor, hipócrita fingido coração
De granito ou de gelo, maldição
Oh! Espírito satânico, perverso, titânico chacal
Do mal, num lodaçal imerso
Sofrer, quanto tenho sofrido, sem ter a consolação
O Cristo também foi traído
Por que? Não posso ser então, não
Que importa, o sofrer ferino
Das coisas é ordem natural, seguirei o meu destino,
Chamar-te, eternamente, Flor do Mal.
Por Nelson de Campos
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