Tristão da Silva

Fado Mafalda

Tristão da Silva


Mafalda era a mais linda rapariga
Do curso de enfermeiras da cidade
Não tinha uma rival uma inimiga
Pois ela era a ternura era a bondade

Um dia foi alguém ao hospital
Chamar uma enfermeira dedicada
E logo o director bem natural
Achou que era mafalda a indicada

Depressa foi levada pr'o mirante
Do mais rico senhor da freguesia
Que débil no seu leito agonizante
A vida a pouco e pouco lhe fugia

Mafalda então tratou-o com desvelo
Velando noite e dia o seu senhor
E toda se enternece agora ao vê-lo
Já livre de perigo e bem melhor

Mas ai pobre mafalda a tentação
Feriu-a e agora sente que pecou
Que já não tem consigo o coração
Que o deu também àquele a quem salvou

Mas este que é ricaço e não é bom
Ao sentir que a saúde já melhora
Só pensa no seu nome no seu dom
E a pobre da mafalda manda embora

Então cheia de dor, desanimada
Ferida no mais fundo do seu ser
É vê-la sempre triste, desolada
Pedindo a Deus o fim do seu sofrer

E Deus por quem a prece foi ouvida
Ao reino lá dos céus então chamou
Aquela que salvou e deu a vida
A quem mais tarde a vida lhe roubou

Composição: Maria José Figueiredo da Rocha

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